As tratativas pelo argentino se intensificaram nos últimos dias. As conversas por telefone são diárias e, segundo uma pessoa envolvida na negociação, Riquelme se animou com o que ouviu e com a possibilidade de defender o Palmeiras na próxima Libertadores – o clube não disputa a competição desde 2009. Román levantou a taça em 2000 com o Boca, ao superar o Verdão na final, em 2001, eliminando o Alviverde na semi, e em 2007, sobre o Grêmio, no Olímpico.
O Palmeiras pretende enviar um emissário a Buenos Aires nesta semana para tratar pessoalmente com o jogador e seu empresário. O clube planeja ter o craque por ao menos uma temporada completa. Dependendo da adaptação dele ao Brasil, caso a transferência aconteça, o acordo deve prever uma possibilidade de renovação até o fim de 2014, ano do centenário palmeirense.
Torcida do Boca pede retorno de craque
Outros clubes brasileiros manifestaram interesse em Román nos últimos meses. Grêmio, Cruzeiro e Santos são alguns casos confirmados. A concorrência para o Verdão, porém, existe mesmo em solo argentino. Embora esteja com o vínculo suspenso com o Boca Juniors, a torcida xeneize clama para “El 10” voltar a atuar na Bombonera.
Além disso, o regresso de Carlos Bianchi ao comando técnico boquense reabre de vez as portas do clube para o retorno de Riquelme. Os dois têm uma relação bem próxima e, juntos, protagonizaram anos vitoriosos com os argentinos entre o fim dos anos 90 e o início deste século.
As desavenças com o antigo treinador, Júlio César Falcione, tiveram peso fundamental para que o meia suspendesse o seu contrato. O futuro de Riquelme ainda é incerto, mas dessa negociação é possível ter uma certeza: a insatisfação da diretoria palmeirense com Valdivia, livre para negociar a sua saída.