O Palmeiras eliminou o Fluminense nesta quarta-feira, no Nubank Parque, após vencer o jogo de ida no Maracanã por 2 a 1, e sobreviver para ser finalista da Libertadores pela oitava vez em sua história. Derrotado por 1 a 0 no tempo regulamentar, resultado que igualou o agregado, o time paulista reagiu nos pênaltis e venceu por 5 a 3.
Dentro da era Abel Ferreira, que já ergueu duas taças do torneio, será a quarta final palmeirense. Com isso, ele passa a ocupar a segunda posição no ranking de treinadores com mais finais, ao lado de Felipão e dos uruguaios Roberto Scarone e Luis Cubilla. O líder do ranking é o argentino Carlos Bianchi, com cinco finais, das quais venceu quatro. Na briga pelo título, o adversário dos palmeirense pode ser o rival Flamengo, que empatou sem gols com o Estudiantes na rodada de ida e disputa a partida de volta na quinta-feira, às 21h30, no Maracanã.
O Fluminense mostrou uma postura corajosa no início do jogo e levou perigo ao gol de Carlos Miguel ainda no primeiro minuto, com um chute cruzado de Arana defendido pelo goleiro palmeirense. Embora não tenha conseguido sustentar a pressão no campo de ataque, teve algum êxito ao subir a marcação para frear a saída de bola adversária.
Fluminense e Palmeiras se enfrentaram pelas semifinais da Libertadores. Foto: Nelson Almeida/AFP
Logo, contudo, a partida ficou truncada, com erros de passes para ambos os lados e poucas alternativas ofensivas. Após a pausa para a hidratação, foi a vez do Palmeiras marcar a saída de bola tricolor na pressão, de forma que conseguiu ganhar corpo gradativamente no campo de ataque, porém falhava em ser agressivo.
Perto dos minutos finais, o time da casa se encolheu na defesa e viu os tricolores rodarem a bola muito perto da área, o que exigia desarmes providenciais dos defensores para impedir a evolução das jogadas. Quando o árbitro Estaban Ostojich apitou o fim da etapa, tanto Fábio quanto Carlos Miguel mal haviam trabalhado.
O segundo tempo começou nervoso, com as duas equipes cometendo muitos erros. O Palmeiras buscava jogadas pelos lados do campo, que terminavam frequentemente com um jogador de ataque encurralado perto da linha de fundo, sem opções. Arias e Flaco estavam isolados, e o meio de campo repleto de volantes tinha dificuldade de articular.
Os palmeirenses melhoraram na segunda metade da etapa final e foram capazes de construir lances mais consistentes, como uma finalização de Sosa que acertou a rede pelo lado de fora e assustou os tricolores. Foi neste momento em que o time da casa crescia no jogo que Hércules recebeu a bola após ótima jogada individual de Wesley Natã e chutou de fora da área para vencer Carlos Miguel.
A torcida alviverde se comprometeu em apoiar o time logo que o gol adversário saiu, e até houve algum esforço dos jogadores em campo, mas as poucas oportunidades criadas foram desperdiçadas, por isso a decisão foi para os pênaltis.
Maurício converteu a primeira cobrança palmeirense e Thiago Silva fez o mesmo para os tricolores, antes Gómez marcar para jogar a pressão novamente à equipe carioca, que acertou com Hércules. Sosa e Guilherme Arana também converteram, como fez Piquerez. Quem desperdiçou foi Nonato, barrado por Carlos Miguel. Então, foi a vez de Marlon Freitas colocar o Palmeiras na final.