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Palmeiras leva virada da LDU, mas avança nos pênaltis da Libertadores

Verdão sofreu 3 a 2 no tempo normal, mas contou com Carlos Miguel para superar nos penais

Goleiro do Palmeiras brilhou nas cobranças decisivas
Goleiro do Palmeiras brilhou nas cobranças decisivas Foto : Rodrigo Buendia / AFP / CP

O Palmeiras levou uma virada improvável, com dois gols sofridos nos acréscimos, mas teve mais sorte que juízo e conseguiu nos pênaltis a classificação às semifinais da Libertadores. Na altitude de Quito, capital equatoriana, o time alviverde teve postura acovardada, foi derrotado por 3 a 2 depois de abrir 2 a 1 e avançou de fase graças ao brilho do goleiro Carlos Miguel nas penalidades.

Único clube a avançar à fase de mata-mata nas últimas 10 edições da Libertadores, o Palmeiras alcançou a semifinal pela 13ª vez. O rival será o Fluminense, que eliminou o Platense na Argentina. Os jogos da próxima fase estão marcados para os dias 14 e 22 de outubro de 2026.

Foram 48 minutos no primeiro tempo de retração do Palmeiras, armado com três zagueiros, três volantes, dois laterais que pouco atacavam e apenas Jhon Arias e Flaco López posicionados no ataque. Atormentado pela dolorida derrota por 3 a 0 sofrida há um ano em Quito, Abel Ferreira quis povoar o meio de campo para conter os ataques da LDU, um time de claras limitações técnicas, mas que se beneficia dos efeitos da altitude.

O treinador sacou Vitor Roque e colocou o volante Lucas Evangelista entre os titulares. O problema é que o time alviverde exagerou na postura defensiva, tanto que chegou a ter apenas 12% de posse de bola e completou somente 108 passes no primeiro tempo. Foi, em síntese, como esperado, um jogo de ataque contra defesa.

O Palmeiras até conseguiu algumas escapadas e achou seu gol cedo, valendo-se de uma falha defensiva do rival. Marlon Freitas marcou dentro da pequena área após cobrança de escanteio. Mas nem o gol que aumentou a vantagem palmeirense no agregado deixou os visitantes tranquilos. O comportamento extremamente cauteloso continuou, chamando os equatorianos ao ataque.

Eles foram e conseguiram o empate aos 14 minutos, com o zagueiro Segovia, livre para cabecear entre os três defensores palmeirenses.

O início do segundo tempo do Palmeiras foi tão ruim quanto o primeiro. Talvez até pior. Limitou-se a se defender e implorou para não levar um gol da LDU. Passou poucas vezes do meio-campo e, quando o fez, nada conseguiu com Flaco López, que viveu uma jornada infeliz. O argentino errou tudo o que tentou, de domínio a passe, e foi protagonista de um de seus piores jogos no ano.

Ele deu lugar a Vitor Roque, que transformou o Palmeiras. O Tigrinho brigou, conseguiu segurar a bola e sofreu faltas no ataque. Foi dele, quando o Palmeiras mais sofria, o gol do desafogo. Roque bateu com categoria o pênalti cometido pelo zagueiro Mina, que colocou a mão na bola dentro da área. O árbitro Wilmar Roldán hesitou um pouco antes de marcar a infração.

O gol deixou o Palmeiras tranquilo e confortável, a ponto de dominar o jogo e ainda criar chances para ampliar. Com todo o campo para atacar, não aumentou a vantagem porque Andreas Pereira, livre, chutou em cima do goleiro.

Fez falta. A LDU, aparentemente combalida, buscou o empate aos 45 minutos, na base do abafa, colocou pressão até o final e conseguiu a improvável e heroica virada nos acréscimos. Os dois gols foram pelo alto, ambos marcados por Estrada, que aproveitou buracos na frágil defesa palmeirense.

Nos pênaltis, porém, Carlos Miguel apareceu para garantir a classificação alviverde às semifinais.