Barcos saiu de Santiago, no Chile, onde estava com a seleção argentina, e chegou a Salvador pouco antes da partida, rumando direto para Pituaçu. Entrou como titular, esforçou-se e deu o único gol do jogo para o talismã Betinho. O atacante marcou seu segundo gol pelo Palmeiras.
Com a vitória, o Palmeiras pulou para o 17.º lugar, passando provisoriamente o Sport. A equipe tem 29 pontos, enquanto o Bahia, uma posição acima, tem 35. Caso haja empate em pontos, a vantagem teoricamente seria alviverde, pelo número de vitórias - hoje os dois times têm oito cada.
O Palmeiras agora volta a jogar no sábado, às 18h30min, diante do Cruzeiro, na Fonte Luminosa, em Araraquara (o clube perdeu quatro mandos de campo no STJD). Ao mesmo tempo, os palmeirenses vão ter que contar com a ajuda do rival Corinthians, que recebe o Bahia, no Pacaembu.
O jogo
Com Barcos e Marcos Assunção jogando no sacrifício, o técnico Gilson Kleina resolveu fazer apostas e mandar o time para o ataque. Sem Thiago Heleno, deslocou Henrique para a zaga e deixou João Denoni como volante. Márcio Araújo também foi parar no banco de reservas, para a entrada de Betinho, que não jogava como titular desde o final de agosto. Com essa opção, Barcos ganhou liberdade para sair mais da área e ajudar na armação das jogadas.
O Palmeiras dependia de duas possibilidades: a bola parada de Marcos Assunção ou uma boa jogada de Barcos. A primeira tentativa foi com o volante, que bateu falta na entrada da área aos 5 minutos e viu Marcelo Lomba fazer boa defesa no canto direito. Na segunda, aos 19, o gol. Barcos recebeu pela ponta esquerda, levou para a linha de fundo e cruzou na cabeça de Betinho, que desviou para tirar do goleiro e mandar às redes.
Exceção a esses dois lances, o primeiro tempo foi uma sucessão de erros. Antes do gol, Barcos e Neto tentaram chutes de longe e mandaram quase na arquibancada. Com Patrick Vieira de um lado e Zé Roberto do outro, nenhum time conseguia criar.
Vencendo, o Palmeiras recuou e passou a marcar o Bahia no campo de defesa. Sem usar as laterais, o time da casa não conseguia ameaçar Bruno. A única chance foi numa falta batida por Neto, que o goleiro espalmou de maneira esquisita.
A péssima atuação do time tricolor fez os donos da casa irem para o vestiário sob vaias da torcida. De lá a equipe baiana voltou sem Zé Roberto, substituído por Lulinha. O ex-corintiano ajudou a dar um novo gás ao Bahia. Logo aos 4 minutos, ele bateu falta na cabeça de Fahel que, sozinho, testou para fora.
Parecendo satisfeito com o placar magro, o Palmeiras recuou ainda mais. O Bahia rondava a área, mas não sabia direito como fazer para empatar. Aos 7 minutos, após bate-rebate, Kleberson mandou para fora. Os visitantes apostavam no contra-ataque, tanto que Betinho deu lugar a Tiago Real. Num desses lances, Barcos girou na área e mandou por cima. Aos 24, um lance polêmico. Marcos Assunção bateu escanteio e a bola bateu no braço de Diones dentro da área. Leandro Pedro Vuaden mandou seguir.
Até o apito final, o jogo foi um desespero só. O Palmeiras, para se defender da forma que dava. Do lado do Bahia, a vontade de fazer o gol de empate esbarrava na limitação técnica. Um dos poucos de quem se esperava alguma coisa, Barcos, estava cansado demais, errando passes e perdendo inclusive um gol na cara ao tentar encobrir Marcelo Lomba. Mesmo assim, aguentou até os 45 do segundo tempo, saindo de campo reclamando de cãibras.