O empate contra o pouco debutante Atlético Tucumán acabou sendo um bom resultado para o Palmeiras, nesta quarta-feira ao estrear na Libertadores. O campeão brasileiro saiu atrás no placar e teve de superar uma expulsão ainda no início da partida para chegar ao 1 a 1 na Argentina.
O time brasileiro com 17 participações na competição controlou com sabedoria o ímpeto e a pouca técnica do adversário calouro em competições continentais. A partida teve indícios de tragédia pela expulsão de Vitor Hugo no primeiro tempo, porém, terminou com resultado expressivo e justo.
O jogo inaugural forçou o Palmeiras a vivenciar de uma vez só quase todas as adversidades de uma Libertadores. Como em uma espécie de batismo, foi preciso maturidade para superar expulsão, conter a ira com o árbitro e administrar a pressão de um estádio lotado.
Em condições normais, como as vividas nos 20 primeiros minutos, o Palmeiras seria o favorito, por ter muito mais técnica e exibido paciência crescente para tocar a bola e ameaçar um adversário dedicado em impor velocidade e muita briga para chegar ao gol. Mas quase nunca a Libertadores envolve condições normais. Por isso, o otimismo palmeirense desmoronou aos 21 minutos, quando Vitor Hugo foi expulso. O zagueiro levou dois cartões amarelos em sequência ao cometer faltas no campo de ataque. A revolta do time com o árbitro durou pouco, porque logo depois o Tucumán saiu na frente, com um gol de Zampedri, aos 24 minutos.
Mesmo com um a menos, o empate veio após o time se recompor, aos 39 minutos. Em uma falta perto da área. Keno completou para igualar. Ainda viria o desafio de resistir com dez homens na segunda etapa.
Mas apesar do entusiasmo, faltou qualidade ao Tucumán para ameaçar, enquanto o time paulista foi seguro para conter o adversário e competente para conseguir boas investidas. Uma pena foi ter Borja em noite ruim. O colombiano teve três boas chances durante o jogo e não aproveitou. Ainda assim, valeu o ponto fora de casa.
Palmeiras supera expulsão e arranca empate do Tucumán na Libertadores
Atuando com um a menos durante 70 minutos, campeão brasileiro salvou pontinho