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Palmeiras vence o Flamengo fora e chega ao G4 do Brasileirão

Verdão anotou 2 a 1 com futebol ofensivo e ultrapassou o rubro-negro carioca

Verdão anotou 2 a 1 com futebol ofensivo e ultrapassou o rubro-negro carioca
Verdão anotou 2 a 1 com futebol ofensivo e ultrapassou o rubro-negro carioca Foto : Gilvan de Souza / Flamengo / Divulgação CP
O Palmeiras voltou a mostra futebol ofensivo e, mesmo sofrendo gol, venceu o Flamengo por 2 a 1, neste domingo. Após sustos, disputas de treinadores, recorde de público do torneio, confusão na torcida e uma linda defesa de um zagueiro, o time de Cuca derrotou o rival rubro-negro, no Estádio Mané Garrincha, e conquistou os primeiros pontos fora de casa na competição.

Com o resultado, o Palmeiras chegou aos 12 pontos, em quarto lugar no campeonato. O Flamengo escorrega para o quinto lugar, com dez pontos.

Neste domingo, diante de 54.665 pagantes, maior público do Campeonato Brasileiro até o momento, Cuca iniciou a partida com Róger Guedes na frente e Alecsandro no banco de reservas, formação que foi muito bem contra o Grêmio, no jogo passado. A ideia do treinador era explorar a lentidão da zaga flamenguista e abrir a marcação para a chegada de Moisés.

Como aconteceu na última quinta-feira, o Palmeiras teve um início arrasador e, mais uma vez, com Gabriel Jesus como protagonista. César Martins errou a saída de bola, aos 5 minutos, Tchê Tchê recuperou e passou de cabeça para o garoto, que na velocidade, deixou a marcação para trás e bateu na saída de Muralha: 1 a 0.

Antes mesmo que os palmeirenses começassem a imaginar vencer a primeira fora de casa, Alan Patrick, aos 5, acertou uma bomba de fora da área, a bola fez uma curva e enganou Prass, que chegou a desviar, mas não o suficiente. Um gol para cada lado e o equilíbrio foi a tônica do primeiro tempo. O Palmeiras tinha mais a bola no pé e mostrava evolução, mas penava para conseguir passar pela marcação. O curioso é que justamente a velocidade desejada por Cuca era o que atrapalhava em algumas jogadas, tamanha ansiedade de seus atacantes, em especial Róger Guedes e Dudu.

O Flamengo apostava no contra-ataque com lançamentos para Alan Patrick e Everton sem grandes resultados, já que Thiago Martins e Vitor Hugo se portavam bem nos desarmes e deixaram Prass como mero espectador. No intervalo da partida, uma triste rotina se viu no Mané Garrincha. Torcedores de Palmeiras e Flamengo brigaram e a Polícia Militar utilizou bombas de gás lacrimogêneo e spray de pimenta para dispersar a confusão. Os jogadores sofreram com o gás tóxico e o reinício de jogo precisou ser adiado por alguns minutos.

Com a bola rolando, o Flamengo foi quem voltou com o ímpeto demonstrado pelo Palmeiras no começo do jogo. Pressionou e tentou jogar em cima, principalmente, de Fabrício, que não esteve em uma tarde inspirada na lateral-esquerda. Percebendo o risco, Cuca colocou Luan, que não jogava há mais de um ano por causa de uma lesão no tendão de Aquiles. Ele entrou no lugar de Matheus Sales para reforçar a marcação na esquerda. Fabrício foi para o meio de campo e o time evoluiu. Os buracos da defesa diminuíram e a equipe teve mais a bola no pé.

Zé Ricardo, na mesma hora em que Luan entrou, chamou Marcelo Cirino para o lugar de Felipe Vizeu, em busca de maior velocidade ao ataque flamenguista. Os dois treinadores passaram a travar uma disputa tática com substituições e variações de funções de seus jogadores.

Cuca levou a melhor, mas antes, teve que ver um pênalti não marcado para o Palmeiras. Aos 19, Luan cruzou, Léo Duarte cortou a bola com a mão e a arbitragem não viu. Seis minutos depois, lance ainda mais claro e, desta vez, era inevitável a marcação.

Léo Duarte se enrolou com Gabriel Jesus, o atacante se livrou da marcação, entrou na área e chutou. César Martins, o zagueiro, em uma atitude de desespero, saltou e fez uma grande defesa para evitar o gol. Levou o cartão vermelho e não adiantou de nada. Aos 26, Jean bateu no canto direito e fez o segundo gol palmeirense.

Os minutos seguintes foram de muita disputa e correria dos dois times. O Palmeiras mostrou frieza para administrar o resultado sem recuar demais enquanto o Flamengo lutou e tentou até o último minuto, mas a ansiedade atrapalhou e o time não conseguiu oferecer perigo para Prass. Aos 41, o time carioca ainda escapou de ter mais um expulso. Márcio Araújo derrubou Rafael Marques, que ia em direção ao gol e o árbitro sequer marcou falta. E o Palmeiras conseguiu vencer fora de casa, finalmente.