Bellucci acredita que o torneio em Madri vai ficar na lembrança e que será como um divisor de águas em sua carreira. "Joguei de igual para igual com o Djokovic, acabei perdendo nos detalhes, embora tenha lutado até o final. Dominei até o 3/1 do segundo set, jogando meu melhor tênis, mas acabei dando espaço para ele na partida. Certamente, a história do jogo poderia ter sido outra", afirmou.
A brilhante campanha em Madri trouxe a Bellucci a consciência que ele precisava para jogar em um nível acima. "Foi uma semana muito importante e especial pra mim. Aqui em Madri tive a certeza que tenho jogo vencer os melhores. As vitórias, principalmente, sobre o Murray e o Berdych mostraram isso. O jogo de hoje (sábado) contra o Djokovic também. Perdi nos detalhes para o número 2 do mundo", analisou.
Para o tenista número 1 do Brasil, que está em 36.º no ranking e nesta segunda-feira deve figurar bem perto do top 20, a evolução do seu jogo e a parte mental também puderam ser constatadas em Madri. "Meu jogo está consistente e meu saque está fazendo a diferença... Acho que fui firme e agressivo quando precisei ser e também cauteloso e tranquilo em outros momentos. Estou sabendo dosar melhor as coisas. Isso só vem a acrescentar. Estou feliz por termos encontrado o caminho certo na quadra. Me sinto um vencedor", destacou.
O seu próximo desafio será já nesta semana - o Masters 1000 de Roma, na Itália, que começa neste domingo. O tipo de saibro do Foro Itálico não imprime tanta velocidade como o de Madri, que propicia jogo mais ao feitio de Bellucci. Só que o sorteio, neste sábado, foi ingrato para o brasileiro, que ainda se prejudica pela queda sofrida no ranking com maus resultados nos últimos meses. Se chegar à segunda rodada - enfrenta um tenista vindo do qualifying na estreia -, enfrentará o espanhol Rafael Nadal, número 1 do mundo.