De herança mesmo, apenas uma maneira diferente de encarar o mundo e um carinho especial pelo país onde aconteceu a batida. “Tenho mais respeito à vida, com certeza. Às vezes, as pessoas acham que nada muito sério pode acontecer e, na verdade, pode acontecer com qualquer um. Dou mais valor à vida. Gosto muito de vir para a Hungria. Tenho muitos fãs, recebo uma força muito grande das pessoas, talvez até por causa do acidente. É sempre positivo vir aqui”, afirmou o piloto brasileiro da Williams.
A mudança de atitude de Massa é sentida também pelos colegas de pista. A Agência LANCE!Net conversou com o inglês Jenson Button, da McLaren, que vê o brasileiro muito mais leve. Mas credita isso principalmente à saída de Massa da Ferrari e ao trabalho neste ano com o time inglês.
“Ele vive uma situação diferente, numa nova equipe. Ainda que esteja tendo uma sequência ruim de resultados, ele parece muito mais feliz na Williams. Espero que ele volte logo a ter os resultados que merece. É um piloto claramente veloz, sentou no carro e foi competitivo ao lado de Valtteri (Bottas). É bom vê-lo numa equipe em que ele sabe que pode se estimular e tirar o máximo de si”, avaliou o inglês da McLaren.
Felicidade à parte, a sequência de infortúnios deste ano significa que Massa vive uma de suas piores temporadas desde o acidente. Após dez etapas, o brasileiro soma 30 pontos, marca negativa superada apenas em 2012, quando tinha 23 nesta altura da temporada - após dez provas. Falando com os jornalistas em Budapeste, ele optou por não repassar os problemas que teve neste ano.
“Tem de pensar adiante. Tenho certeza que as coisas voltarão ao normal e, com o carro que a Williams tem nesse momento, a segunda metade do ano tem tudo para ser mais positiva”, apostou o piloto.
Nesta sexta-feira, acontecem os primeiros treinos livres para a etapa da Hungria. As atividades acontecem às 5h e às 9h (horários de Brasília). O treino de classificação e a largada para o GP, acontecem no sábado e domingo, respectivamente, às 9h.