O diretor de futebol do Grêmio, Rui Costa, optou por uma opinião mais política. “É complicado falar sem saber o que aconteceu. Talvez o Dorival tenha dito 'ou eu ou ele' e o Santos fez a escolha mais adequada para o clube, afinal o atleta (Neymar) é um patrimônio”, pondera. Costa, no entanto, fez uma ressalva. “Acredito que no futebol é preciso acabar com esse paternalismo. O jogador é jovem, mas tem responsabilidade de adulto e tem salário de adulto. É preciso ter meio-termo. São profissionais que recebem muitos mimos e que, muitas vezes, não agregam (valores)para a vida deles”, acrescentou.
Siegmann defende a ideia de manter a disciplina e a hierarquia. “Sempre usamos desse expediente aqui no Inter. O Fossati, por exemplo, comandava o vestiário, assim como o Celso (Roth) tem o controle absoluto”, argumentou. Para o dirigente colorado, a diretoria santista deveria ter sido mais cautelosa no momento de tomar a decisão.
Narciso comanda o Santos
O ex-jogador Narciso vai comandar o Santos no clássico desta quarta-feira contra o Corinthians, na Vila Belmiro, pela 24ª rodada do Brasileirão. Atual treinador da equipe sub-20, ele substitui Dorival Jr. no comando santista após a demissão do técnico na noite desta terça-feira.
A saída de Dorival começou a ser definida em uma reunião com quase três horas de duração. O presidente Luis Alvaro de Oliveira Ribeiro não esteve presente, mas participou por telefone. A diretoria santista queria que o treinador voltasse atrás na decisão de manter o afastamento de Neymar do grupo principal por indisciplina. Como Dorival resistiu, foi decidido o rompimento do contrato, que prevê uma multa rescisória de R$ 2 milhões.