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Do título com o Tricolor, em 2010, Silas lembra do grande desafio que foi encarar aquele que posteriormente venceria a Libertadores. "O jogo do Beira-Rio foi muito disputado e decidido no detalhe, equilibrado do começo ao fim", relata. "No Olímpico, o Inter começou melhor e fez o gol, mas daí para frente o Grêmio mandou no jogo. A gente tentou empatar o jogo e até ganhar, não conseguiu e isso manchou um pouco, mas o importante é que a taça ficou no Olímpico", descreve o treinador.
Silas acredita que poderia ter dado continuidade a um trabalho tão bom quanto foi o de Renato, se não tivesse sido demitido, mas reconhece que isso faz parte do futebol. "A gente teve muitos problemas de lesão e aí no Grêmio e no Inter é muita pressão o tempo todo. Ainda estou na minha juventude como treinador e tudo isso colaborou para que ficasse cada vez pior e, com a possibilidade do Renato vir, o caldeirão começou a ferver e a gente teve que sair", relembra. "Mas o Muricy foi campeão com o Fluminense e também saiu, são aquelas coisas que atrapalham qualquer trabalho, mas que fazem parte da profissão", conforma-se.
Dos jogadores que poderão entrar em campo neste domingo, ele acredita ter tido boas influências em três nomes. "O Rodrigo foi muito bem comigo, ajudou muito a gente e inclusive fez um dos gols no Beira-Rio. Além disso, a gente pode promover a entrada do Neuton, que também jogou muito bem", pondera Silas, antes de mencionar Mário Fernandes, com ressalvas. "O Mário, só o tempo faz com que as coisas se acomodem. Eu dizia naquele tempo que ele tinha dificuldade na bola aérea e fui muito criticado. Agora, o Renato me deu razão. Claro que é um grande jogador que ainda vai chegar à Seleção Brasileira, mas tem alguns passos a evoluir antes disso."