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Paraguai elimina Venezuela nos pênaltis e vai à final da Copa América

Após partida sem gols, time chega à decisão sem ter vencido nenhuma no tempo normal

Torcida paraguaia embelezou o estádio
Torcida paraguaia embelezou o estádio Foto : Rodrigo Arangua / AFP / CP
Sem ter vencido sequer uma partida ao longo da Copa América, o Paraguai classificou-se na noite desta quarta-feira para a final do torneio. Mais uma vez, nos pênaltis. A vítima da vez foi a grande surpresa da competição, a seleção venezuelana, que chegou a colocar duas bolas na trave durante o tempo regulamentar, mas não marcou, e o placar terminou fechado ao longo do jogo e da prorrogação. Nas penalidades, os paraguaios passaram com 5 a 3 e enfrentarão o Uruguai na decisão, marcada para domingo, em Buenos Aires.

Venezuela pressiona, mas não faz

Paraguai e Venezuela abandonaram a retranca, apresentada diante da seleção brasileira, e fizeram um duelo franco nesta quarta. Melhor tecnicamente, a equipe paraguaia foi mais incisiva no início e aproveitou o nervosismo dos venezuelanos para chegar ao ataque com mais facilidade.

Foto: Pablo Porciuncula / AFP / CP Aos 7 minutos, Barreto criou a primeira boa chance de gol ao cabecear com perigo, sem marcação, após levantamento na área. Vega fez boa defesa e evitou o gol. Em outra boa oportunidade, Valdez escapou pela direita, entrou na área, mas bateu mal na bola. O goleiro da Venezuela não teve problemas para espalmar a bola, aos 24.

Mas, mesmo superior tecnicamente, o Paraguai perdia tempo na armação por conta dos seguidos erros de passe. A Venezuela passou a adiantar a marcação, dificultando ainda mais o jogo do rival. Mais confiante, chegou a mandar a bola para as redes, aos 34 minutos.

Vizcarrondo completou de cabeça para gol, mas o árbitro anulou o lance por causa do impedimento de Rondón. Em posição irregular, o atacante raspou na bola e atrapalhou o goleiro. Villar levou mais um susto aos 42, quando Moreno acertou o travessão. No rebote, o mesmo Rondón bateu forte no canto e exigiu grande defesa do goleiro.

Foto: Alejandro Pagni / AFP / CP As duas equipes mantiveram o ritmo no segundo tempo, mas com menos qualidade, principalmente no ataque. Jogando na base da vontade, Paraguai e Venezuela buscavam o gol em chutões para frente, sem maiores consequências. Villar e Vega tinham pouco trabalho debaixo de suas traves.

Aos 30, a torcida presente em Mendoza começou a soltar as primeiras vaias, diante dos insistentes erros de passe e das roubadas de bola no meio-campo. Gerardo Martino, técnico do Paraguai, resolveu arriscar e mandou a campo Roque Santa Cruz, recém-recuperado de lesão. O atacante, porém, voltou a sentir dores e pouco produziu. Ficou apenas cinco minutos em campo e foi substituído.

As duas seleções caíram ainda mais de rendimento no final do segundo tempo e levaram o duelo para a prorrogação. A Venezuela foi melhor no tempo extra e mandou duas bolas na trave em menos de três minutos. Aos 3, Maldonado finalizou de fora da área e contou com desvio de Fedor para carimbar o poste direito de Villar. Na sequência, Arango mandou na trave em cobrança de falta.

Foto: Pablo Porciuncula / AFP / CP Pressionado, o Paraguai ficou em situação complicada aos 12 minutos do primeiro tempo da prorrogação, quando Santana recebeu o segundo cartão amarelo e foi expulso de campo. Com um a menos, o time paraguaio se concentrou na defesa para segurar as investidas da incansável Venezuela. Aos 14, Rondón bateu de voleio dentro da área e quase surpreendeu Villar.

Os venezuelanos continuaram melhor no segundo tempo e estiveram mais perto de balançar as redes, principalmente em jogadas individuais de Fedor e Rondón. Acuado, o Paraguai se defendeu como pôde e levou a disputa para os pênaltis.

Nas cobranças, o time paraguaio se impôs pelo placar de 5 a 3, com gols de Ortigoza, Barrios, Riveros, Martinez e Verón. A Venezuela desperdiçou somente uma finalização, com Lucena, que parou nas mãos de Villar.

Foto: Antonio Scorza / AFP / CP Paraguai chega à decisão sem ter vencido nenhuma partida no tempo normal. | Foto: Antonio Scorza / AFP / CP

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