Venezuela pressiona, mas não faz
Paraguai e Venezuela abandonaram a retranca, apresentada diante da seleção brasileira, e fizeram um duelo franco nesta quarta. Melhor tecnicamente, a equipe paraguaia foi mais incisiva no início e aproveitou o nervosismo dos venezuelanos para chegar ao ataque com mais facilidade.
Mas, mesmo superior tecnicamente, o Paraguai perdia tempo na armação por conta dos seguidos erros de passe. A Venezuela passou a adiantar a marcação, dificultando ainda mais o jogo do rival. Mais confiante, chegou a mandar a bola para as redes, aos 34 minutos.
Vizcarrondo completou de cabeça para gol, mas o árbitro anulou o lance por causa do impedimento de Rondón. Em posição irregular, o atacante raspou na bola e atrapalhou o goleiro. Villar levou mais um susto aos 42, quando Moreno acertou o travessão. No rebote, o mesmo Rondón bateu forte no canto e exigiu grande defesa do goleiro.
Aos 30, a torcida presente em Mendoza começou a soltar as primeiras vaias, diante dos insistentes erros de passe e das roubadas de bola no meio-campo. Gerardo Martino, técnico do Paraguai, resolveu arriscar e mandou a campo Roque Santa Cruz, recém-recuperado de lesão. O atacante, porém, voltou a sentir dores e pouco produziu. Ficou apenas cinco minutos em campo e foi substituído.
As duas seleções caíram ainda mais de rendimento no final do segundo tempo e levaram o duelo para a prorrogação. A Venezuela foi melhor no tempo extra e mandou duas bolas na trave em menos de três minutos. Aos 3, Maldonado finalizou de fora da área e contou com desvio de Fedor para carimbar o poste direito de Villar. Na sequência, Arango mandou na trave em cobrança de falta.
Os venezuelanos continuaram melhor no segundo tempo e estiveram mais perto de balançar as redes, principalmente em jogadas individuais de Fedor e Rondón. Acuado, o Paraguai se defendeu como pôde e levou a disputa para os pênaltis.
Nas cobranças, o time paraguaio se impôs pelo placar de 5 a 3, com gols de Ortigoza, Barrios, Riveros, Martinez e Verón. A Venezuela desperdiçou somente uma finalização, com Lucena, que parou nas mãos de Villar.