"Eu fiquei muito mal, eu estava muito mal. A hora que eu saí daqui (da Academia) eu pensei: ''parei, meu''. Deu vontade de falar para o César Sampaio: ''era mentira minha, vou pensar mais um pouco''", revelou Marcos. De acordo com ele, o anúncio da parada foi feito pelo gerente de futebol e por ele mesmo porque o goleiro não queria chorar. "Tive uma semana para preparar meu psicológico", lembrou.
Marcos lamentou apenas a sensação de ter morrido, tamanhas as homenagens prestadas por amigos, pela torcida e pela imprensa. "Parece que eu morri, o pessoal falando que ''ele vai fazer tanta falta''. Estou vivo ainda, os caras já me mataram", brincou o ex-goleiro, que deu razão ao sentimento.
"Jogador morre duas vezes. Pelo menos eu estava vivo pra ver. A aposentadoria do jogador é como se tivesse morrido. Aí você chega em casa e vê sua roupa da concentração, a mala, você fala: ''morri mesmo''. Somos dois personagens. O pai da Juju (Ana Julia), marido da Sônia, e o goleiro. O goleiro do Palmeiras morreu", lembrou.