Vários aspectos tornam viável o retorno do craque para o Rio de Janeiro. A começar pela própria vontade de Ronaldinho, que teve de abortar o seu planejamento de vida por conta do imbróglio com o Flamengo na Justiça do Trabalho, mas deseja voltar à cidade.
Como o contrato do jogador com o Atlético-MG encerra no fim do ano, a Unimed não gastaria um centavo para trazê-lo. O salário também não será empecilho, já que no Galo o jogador ganha aproximadamente R$ 300 mil, valor bem abaixo do que a patrocinadora paga aos principais jogadores do Fluminense. As duas partes já podem assinar pré-contrato.
"É um belo jogador. Estaria mentindo se falasse o contrário, mas não temos interesse nele agora. Temos jogadores de qualidade para a posição. Mas não posso falar futuramente. Daqui a dois anos, quem sabe?" ,despistou Celso Barros, com discurso semelhante ao que adotou quando estava negociando com Thiago Neves, no início deste ano.
Relação estremecida com Kalil
A relação de Ronaldinho e Alexandre Kalil também anda estremecida. Embora o jogador seja ídolo da torcida e tenha recuperado o bom futebol no clube mineiro, o presidente do Atlético-MG afirmou a pessoas próximas que condena o comportamento de R49 pelo excesso de noitadas. Assis confirma que Ronaldinho vem recebendo várias propostas, mas só começará a tratar do futuro após o término do Campeonato Brasileiro.
"Desde o Flamengo, o Ronaldo recebe vários tipos de proposta. O meu irmão foi duas vezes campeão do mundo e voltou a ir bem no Atlético-MG. É normal isso acontecer. Mas estamos focados em terminar bem o Campeonato Brasileiro e só depois vamos conversar com o Atlético. Foi o combinado. Depois vão dizer que eu estou fazendo leilão", explicou o empresário Assis.
Com intuito de tornar o Fluminense ainda mais forte para a disputa da Libertadores do ano que vem e, enfim, conseguir o primeiro título da história do clube na competição internacional, Celso Barros buscou a aproximação, mas os dirigentes do Tricolor fazem questão de dizer que o clube não vem negociando para trazer o jogador.
"Eu nunca disse que esse boato era realidade. O Fluminense não tem nenhuma negociação não só com o Ronaldo como com nenhum outro atleta. Não existe nada em prioridade além desta reta final e não há nenhum jogador mais importante do que os nossos. Seria antiético com o Fluminense negociar com um jogador que está em outro clube. A informação não procede. Planejar 2013 não está em pauta", informa a diretoria tricolor.
No Tricolor carioca, Ronaldinho tem amigos
O desejo da Unimed de ter Ronaldinho ganha como aliado a presença de alguns amigos do jogador do Atlético-MG no atual grupo do Fluminense. Um dos grandes companheiros do atacante é Deco, com quem jogou na época do Barcelona, nas temporadas de 2004 e 2008. Nos duelos que já fizeram no Rio de Janeiro, ambos relembraram a passagem pelo clube espanhol.
Outro amigo que Ronaldinho poderia encontrar no Tricolor é Thiago Neves. Os dois foram os principais nomes do Flamengo no Brasileirão de 2011. O jogador do Galo, inclusive, chegou a lamentar, no início deste ano, quando ainda estava no Rubro-Negro, a perda do meia para o Fluminense. Ambos fizeram 21 gols pelo Flamengo ano passado.