Esportes

Paulo Autuori já é questionado no Grêmio

Conselheiros da situação e da oposição acreditam que o técnico não tem o perfil do Tricolor

A gestão Duda Kroeff no comando do Grêmio está prestes a fechar 300 dias de presidência (tomou posse no dia 22 de dezembro do ano passado) e o saldo parcial divide opiniões. Enquanto movimentos de situação e oposição divergem a respeito de questões políticas e de futebol, um dos poucos temas que tem gerado certa convergência é Paulo Autuori: o técnico é visto pelos conselheiros como competente, mas sem o perfil do Tricolor.

Entre os episódios-chave de 2009, está a saída de Celso Roth, em meio à Libertadores. Os oposicionistas sugerem incoerência na demissão do técnico por maus resultados no Gauchão quando era dito que a prioridade era a competição intercontinental. A crítica maior, no entanto, se dá pela escolha do sucessor. "Acho que o Autuori não tem a cara do Grêmio", aponta Antônio Vicente Martins. Para Flávio Jacobus, a direção poderia ter arriscado mais e ter feito uma proposta para trazer Muricy Ramalho. "Ali houve um vacilo. O Grêmio poderia ter dado uma cartada mais corajosa", observa.

A condução política é vista sob diferentes ângulos. Para Jacobus, a conciliação tem sido uma das marcas da nova administração. "O Duda está administrando voltado para a paz", analisa. Já o conselheiro Eduardo Antonini vai pelo lado oposto. "Acho que está pior. Essa gestão isolou alguns segmentos por questões políticas. E quando se coloca o interesse político acima do clube, a tendência é que as coisas não deem certo", critica.