CORREIO DO POVO TRANSMITE A PARTIDA MINUTO A MINUTO A PARTIR DAS 16H
Em 2007, Porto foi escolhido melhor técnico pela campanha com o Veranópolis, que venceu e eliminou o Inter campeão mundial. No ano seguinte, nova "taça" pelo Inter de Santa Maria. O ex-bancário foi forjado nos campos de futebol amador. Sua família tinha grande ligação com o Pinheiros, time de Taquari. Cresceu no meio. Mas escolheu o caminho mais seguro e acabou estudando. Acabou formado em Administração e em um trabalho longe dos gramados. Profissionalmente, se aproximou do futebol novamente após se aposentar – o fez um dia após a abertura do prazo. Os espelhos não estão longe do Rio Grande do Sul.
"No dia em que saí do banco, fui para o futebol. Não foi nada de novidade, foi um caminho natural. Tinha a vontade de seguir. Quando trabalha e analisa o contexto, procura olhar os treinadores que mostram alguma coisa, em termos de nomes tenho muitos, mas cito duas situações: Felipão, para mim, gosto dele da parte de grupo, de criar um ambiente família. Tendo os caras na mão, tu pode tirar o máximo. E o outro é o Luxa, pela estratégia. Procura ver os detalhes, está atento a tudo", disse Porto
Para o duelo com o Inter, neste domingo, o comandante da equipe de Ijuí garante que o São Luiz irá entrar para ser campeão. Trabalhou os pontos fortes colorados durante a semana e maneiras de surpreender os comandados de Dunga. Até porque a motivação é muito maior do que apenas um título de turno do Gauchão.
"O gostinho de ser melhor do Gauchão é muito bom, concorrer com grandes treinadores, só por isso é especial. Mas posso te dizer que não estou pensando nisso. Penso no que eu estou vendo aqui, nas filas dos ingressos, no que vejo na cidade. Por termos conseguido essa final. É a coisa mais importante daqui. A outra situação individual é consequência", comentou.
Início complicado no São Luiz
O São Luiz iniciou mal na competição. Um empate e uma derrota derrubaram o técnico Tonho Gil. Porto assumiu e focou em um trabalho inicial na bola parada. Além disso, passou muita confiança para o elenco da equipe de Ijuí com o auxiliar Alessandro Telles. O grupo "comprou" a ideia passada por Porto. Algo muito característico do seu espelho Felipão. E desde então, são sete vitórias e um empate.
Apesar do título no Caxias, Paulo Porto não disputou a final de turno pelo clube da Serra gaúcha. Acabou demitido após a vitória. O treinador coloca a culpa na "vaidade" do então diretor de futebol, Marcos Caberlon. Avalia que o dirigente queria aparecer como o responsável por uma ascensão para a Série B – diz que o time estava encaminhado pelo padrão tático e boa campanha. Ou seja, queria ser visto como "o cara que subiu o Caxias". O tempo mostrou de que lado estava a razão.