Quando o Brasileirão terminar, no próximo fim de semana, o Corinthians vai intensificar as tratativas para a chegada do novo treinador que substituirá Mano Menezes. O atual presidente, Mário Gobbi Filho, conversou nos últimos dias com os candidatos da situação e oposição (as eleições ocorrem na primeira quinzena de fevereiro de 2015) e a prioridade de ambos é pelo retorno de Tite, mas Abel Braga e Oswaldo de Oliveira são alternativas.
Tite é o nome que mais agrada a Roberto de Andrade, ex-diretor de futebol, que mantém conversas com o ex-treinador há meses. No entanto, os valores hoje assustam e atrapalham o acerto: o empresário Gilmar Veloz pede R$ 800 mil mensais – o Inter, outro clube que negocia, também ouviu a mesma pedida. Já o treinador gaúcho garante que valor não é o principal fator, mas sim o projeto a ser desenvolvido.
Para o grupo da situação, o plano B é Oswaldo de Oliveira, que foi procurado pelo ex-presidente Andrés Sanchez e pelo gerente de futebol Edu Gaspar. Edu o queria como o substituto de Tite, e não Mano, no início deste ano. Oswaldo, campeão brasileiro e mundial pelo clube, é corintiano e não esconde o desejo de retornar ao clube. Sua pedida é mais viável: cerca de R$ 550 mil mensais.
Quem corre por fora, mas tem o nome lembrado é Abel Braga, que já foi procurado pelo Timão, quando Andrés era o presidente. Sua situação no Inter está ligada à de Tite. No próximo dia 13, haverá eleições e os grupos de situação e oposição cogitam os dois treinadores.
Do lado da oposição do Corinthians, o candidato Paulo Garcia confirmou que foi procurado por Gobbi, mas se isentou de influência na escolha do técnico para 2015. "É inegável que o Tite tem o DNA do Corinthians, um DNA vencedor. O Oswaldo também tem história. Mas são vários nomes de treinadores que agradam. Essa incumbência é ainda do atual presidente. Ele que vai avaliar as questões financeiras, de projeto. Tem muitos nomes que seriam bons para o clube", disse.
Como Mano tem contrato até 31 de dezembro, o novo técnico assumirá oficialmente apenas a partir de janeiro, mas começará a trabalhar e planejar 2015 já em dezembro.
Mano com ressalvas
Apesar de declarar que queria dar continuidade ao trabalho no Corinthians para o próximo ano, o técnico Mano Menezes também deixou no ar que precisaria ver se “ia querer ficar no clube” após conversar com os candidatos. Mano sabe que não era a preferência de Roberto de Andrade quando o presidente Mário Gobbi bateu o martelo pela saída de Tite, em outubro do ano passado.
Um membro da atual diretoria ouvido pelo LANCE!Net também acredita que Mano e Roberto teriam problema de convivência, pois “os gênios não batem”. O técnico é analisado como fechado e centralizador nas decisões, enquanto o diretor se habituou a reuniões e decisões conjuntas de Tite nos últimos anos. O contrato de Mano acaba em 31 de dezembro.
Pedida alta de Tite faz Corinthians pensar em Abel e Oswaldo
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