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Pelé defende Ronaldinho Gaúcho na seleção brasileira

No lançamento do livro dos seus 70 anos, Rei do Futebol pede que torcida tenha paciência com Dunga

O vigor físico, o entusiasmo, o sorriso incontido e a simpatia estão lá, 70 anos depois. Pelé lançou neste sábado, no Forte de Copacabana, no Rio, o livro Pelé 70, com imagens raras e inéditas de sua fantástica carreira, em comemoração ao aniversário de 70 anos. O maior jogador de todos os tempos teve uma companheira à altura para a ocasião. A Copa do Mundo, exposta em todo o esplendor de seus 18 quilates de ouro maciço, brilhava ao lado do definitivo Camisa 10.

Como em toda cerimônia em que se faz presente, Pelé teve de falar de suas expectativas para a Copa do Mundo e seleção brasileira. Entre os assuntos, o jogador do século defendeu a possibilidade de Ronaldinho, Robinho e Kaká jogarem juntos.

"Na Copa de 70, todo mundo dizia que eu, o Rivelino, o Jairzinho, o Tostão não poderíamos jogar juntos. E deu muito certo. Não vejo por que Ronaldinho, Kaká e Robinho não possam dar certo também", avaliou Pelé, ressaltando que a recuperação do futebol de Ronaldinho, no Milan, só dificulta ainda mais a tarefa do técnico Dunga para as futuras convocações.

O craque aproveitou para fazer um apelo ao torcedor brasileiro e, por extensão, aos jornalistas. "Deixem o Dunga trabalhar direito. É hora de apoiar irrestritamente a seleção, mesmo que as coisas não estejam caminhando bem no início. Será uma Copa muito disputada. Não há nenhuma seleção que está muito acima das outras".

Sobre o livro, Pelé comentou em especial fotos do início de sua carreira, quando ainda era um moleque mirrado e já demonstrava condição atlética incomum. "Tem quatro fotos comigo, baixinho, subindo acima das luvas do goleiro para cabecear uma bola", destacou.

A Taça do Mundial está em turnê pelo mundo e chegará a São Paulo na segunda-feira, onde fica até terça-feira, seguindo depois pelo seu passeio pela América Latina.