Ao perder para o Vasco, o Grêmio se distancia da briga pela ponta de cima da tabela, na ótica de Pelaipe. “O diferencial do Brasileirão é pontuar e ganhar fora. Para isso que viemos aqui hoje. Infelizmente levamos os dois gols”, comentou ele, que acrescentou: “70%, 75% dos mandantes costumam vencer seus jogos”.
O dirigente não creditou a derrota apenas às oportunidades perdidas no ataque. Para ele, a arbitragem teve influência direta, principalmente quando o juiz Célio Amorim invalidou o gol de Miralles atendendo ao quinto árbitro, que fica atrás da goleira. “A orientação que nos passam é que os árbitros que ficam fora de campo só se manifestam quando solicitados por alguma dúvida”, salientou. “Houve um choque do Fernando Prass com o Rodolfo e o Miralles fez o gol. Para nossa surpresa o juiz retornou.”
Pelaipe, contudo, se conteve nas críticas diretas por preservação: “Não dá para dizer nada, porque se tu reclamas ou diz qualquer coisa pontualmente, o dirigente passa a ser mal visto, é processado”, disse, lembrando que teve de pagar uma indenização de R$ 15 mil no ano passado por causa de situação parecida: “Eu fui praticamente triturado por conta daquela colocação”.
As críticas, então, foram direcionadas à Federação Gaúcha de Futebol, que, conforme ele, não atende ao Grêmio em casos de arbitragem. “A Federação não passa de um simples cartório”, disparou.