Lezak foi mais direto: "não acho que as pessoas estejam satisfeitas com esta situação". "Não tenho todos os elementos em mãos, mas aproveito para repetir o que me disseram muitas vezes: 'se você põe algo em seu corpo, corre risco, porque é responsável por si mesmo'. E isso nos deve servir de lição", acrescentou.
A preocupação demonstrada pelos dois americanos foi, também, compartilhada por Denis Auguin, o treinador do campeão olímpico Alain Bernard, que será um dos principais rivais de Cielo nos 50 metros. "Emitir uma simples advertência contra alguém que deu positivo para um diurético no exame me faz pensar, sobretudo, no processo que pôde permitir tal decisão e sobre a mensagem transmitida, afirmou Auguin na sexta-feira. O treinador da Austrália, Leigh Nugent, pediu que os nadadores esquecessem o caso. "O TAS é a última instância a que se pode chegar. A decisão foi tomada e a aceitamos", disse.
O exame de Cielo, campeão mundial e recorde nos 50 e 100 metros nado livre, deu positivo para o consumo de um diurético em maio. A Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos (CBDA) emitiu uma advertência contra ele, em vez de uma sanção, mas a Federação Internacional (FINA) entrou com recurso no TAS, que decidiu, na quinta-feira, autorizá-lo a nadar nas próximas provas.
Cielo foi flagrado no exame por furosemida no Troféu Maria Lenk, Cielo, assim como seus compatriotas Nicholas Santos, Henrique Barbosa e Vinícius Waked. Para poder participar do Mundial de natação e, inclusive, dos Jogos Olímpicos de Londres-2012, o brasileiro César Cielo teve que convencer o TAS, em Xangai, de que seu exame positivo devido ao uso de um diurético não constitui doping.