O juiz Desmond Nair suspendeu até terça e quarta-feira da próxima semana a audiência na qual a defesa de Pistorius pedirá sua liberdade sob fiança, para dar "tempo à defesa para investigar e estar em melhor posição em suas petições".
Já a promotoria solicitará, segundo um magistrado, a mudança da acusação para "assassinato com premeditação", o que pode levar o atleta, caso a denúncia seja aceita, a ser condenado à prisão perpétua.
Tiros na madrugada
Nessa quinta-feira, Pistorius foi detido após o crime, ocorrido às 4h (horário local) em Pretória. O atleta teria teria pensado que era um ladrão em sua residência, em Pretória, e teria disparado quatro tiros, atingindo a cabeça e um dos braços de Reeva Stenkamp, que morreu na hora.
A polícia encontrou uma pistola 9mm na casa de Pistorius. Após depoimento, o paratleta foi oficialmente indiciado por homicídio. Como foi detido logo após o crime, foi negado pagamento de fiança, o que fará com que ele fique preso até o julgamento. A polícia informou que tem testemunhas para o assassinato.
Apesar de ter afirmado que teria matado acidentalmente a namorada, Pistorius tem um histórico de violência doméstica contra Reeva. A hipótese levantada pelo atleta foi descartada pela polícia em função do passado de brigas.