Esportes

"Pistorius deve pagar pelo que fez", afirma prima de Reeva

Kim Martin declarou que família quer apenas justiça

Pistorius deve pagar pelo que fez, afirma prima de Steenkamp
Pistorius deve pagar pelo que fez, afirma prima de Steenkamp Foto : Ihsaan Haffejee / AFP / CP
Uma prima de Reeva Steenkamp afirmou nesta quinta-feira que Oscar Pistorius deve "pagar pelo que fez", ao mesmo tempo que a promotoria tenta obter uma pena de prisão para o atleta sul-africano considerado culpado de homicídio culposo. Kim Martin, emocionada e com lágrimas nos olhos, afirmou durante uma audiência que. Pistorius deve pagar por terminar com a vida de Reeva, pelo que fez a meu tio, a minha tia e ao restante da família", disse.

Kim declarou que a família de Reeva não busca vingança contra Pistorius. "Meus parentes não são pessoas que buscam vingança, nós pensamos apenas que acabar com a vida de alguém, atirar contra alguém através da porta, que está desarmada e é inofensiva, precisa de um castigo suficiente", completou. Kim disse ainda que as desculpas apresentadas por Pistorius aos pais de Reeva Steenkamp no início do processo "não pareceram sinceras".

O advogado de Pistorius, Barry Roux, afirmou que o cliente havia redigido após a tragédia uma longa carta para pedir perdão aos pais de Steenkamp, que não foi entregue por motivos legais. "Você também concorda que as condições na prisão são humanas e podem receber uma pessoa deficiente mas e se este não for o caso?", questionou. "Eu não desejaria isto a ninguém", respondeu Kim Martin.

A sentença pode ser anunciada nesta sexta-feira ou dentro de vários dias, mas como não existe uma pena obrigatória mínima, a juíza Thokozile Masipa deverá decidir se Pistorius merece ir para a prisão ou permanecer em liberdade. A defesa de Pistorius, amputado de ambas as pernas, alega que ele ficaria muito vulnerável na prisão e deveria ser condenado a prestar serviços à comunidade.

Pistorius foi declarado culpado de homicídio culposo, pois a juíza considerou que ele foi imprudente, mas que não ficou demonstrada uma intenção homicida. O atleta alega que, em 14 de fevereiro de 2013, abriu fogo contra a namorada, que estava trancada no banheiro, por acreditar que era um ladrão.