A agressão a Jean Pierre Gonçalves e Altemir Hausmann, que trabalharam na partida América-MG x Corinthians no domingo, ocorreu após o desembarque dos dois no aeroporto de Congonhas, em São Paulo. “Quando descemos do ônibus, quatro delinquentes nos interpelaram e começaram a gritar palavras de baixo calão”, descreveu o árbitro.
Segundo Jean Pierre, o grupo que os agrediu vestia roupas de torcidas organizadas do Corinthians. Ele conta que tentou conter os ânimos, sem sucesso. “Um dos elementos partiu para cima do assistente e atingiu o braço e a perna do Altemir”, acrescentou. “Trocamos algumas animosidades”.
Após a agressão, Jean Pierre disse que recebeu diversas manifestações de apoio de árbitros do País. Contudo, não acompanhou as repercussões, pois saiu de São Paulo somente após as 17h30min, devido aos trâmites na Polícia Federal.
Grupo foi preso depois de sair do aeroporto
De acordo com o árbitro gaúcho, o grupo conseguiu escapar do aeroporto após a agressão, mas foi detido pela PF. “Eles foram pegos em casa”, revelou. “A partir daí, vamos para os trâmites legais”, disse ele. “A gente quer punição para eles para que se dê o exemplo. Tanto é que foi feita toda a parte de ocorrência”, acrescentou. “Agora a gente vai deixar que a justiça faça o seu caminho legal e esses elementos serem punidos.”
Altemir também pregou punição aos agressores e garantiu que o fato não intimidará a arbitragem: “Não podemos baixar a guarda para esta minoria do mau”, disse ele, que ressaltou que o grupo não representa o Corinthians.
A pena para o processo o qual os quatro responderão é de um a dois anos de reclusão e multa, podendo ser convertida em pena impeditiva de comparecimento as proximidades de um estádio por até três anos.