A vitória, que leva a Ponte aos nove pontos e à décima colocação, foi obtida com muita entrega ao planejamento tático traçado pelo técnico Gilson Kleina. Forte marcação e bom aproveitamento das raras investidas ao ataque."Fizemos o que nós conversamos durante a semana. Jogamos muito bem", avaliou o atacante Roger, que não marcou, mas viu Nikão e Ricardinho garantirem a vitória com seus gols.
A equipe do técnico Oswaldo de Oliveira já chegou para o jogo em meio a muita controvérsia e especulações envolvendo a venda de jogadores. O atacante Loco Abreu foi lançado como titular, mesmo tendo manifestado insatisfação com a reserva e o esquema do treinador ao longo da última semana. Atuando em lugar de Herrera, em vias de deixar o clube, o uruguaio foi apático na postura e apagado no rendimento.
No segundo tempo, entrou Maicosuel, mais um que deve arrumar as malas para outra freguesia em breve. O meia também pouco produziu nos seus 20 minutos em campo. "Como não vamos jogar no próximo fim de semana temos muito tempo para trabalhar", comentou o volante Renato.
A Ponte seguiu bem a receita desenhada. Aos 16 minutos, depois de suportar o sufoco inicial, Lucas arrancou pelo meio e achou Nikão livre, com a zaga botafoguense desarrumada no contragolpe. O meia driblou Jefferson e tocou para o gol vazio. Desarrumada, a equipe carioca não criava. O empate só veio quando Tiago Alves dividiu com Márcio Azevedo na área e Evandro Roman marcou pênalti. Andrezinho cobrou com categoria e igualou o placar pouco antes do intervalo.
Em bela jogada coletiva, Ricardinho recebeu passe de Nikão e fuzilou para as redes de Jefferson, fazendo o gol que decretaria a vitória histórica. As mexidas de Oliveira pouco efeito tiveram. Elkeson substituiu Abreu e Maicosuel entrou na vaga de Fellype Gabriel, mas não contribuíram para melhor rendimento do time. Ao passo que os campineiros se fecharam com competência e só não ampliaram porque André Luis perdeu uma ótima oportunidade.