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Prêmio da Fifa deve celebrar Lionel Messi em Zurique

Atacante argentino conquistou seis títulos em 2009 com o Barcelona

Prêmio da Fifa deve celebrar Lionel Messi em Zurique
Prêmio da Fifa deve celebrar Lionel Messi em Zurique Foto : Marwan Naamani/AFP
Depois de inúmeras tentativas frustradas de encontrar um substituto para Diego Maradona, um argentino finalmente deve ser coroado nesta segunda-feira o melhor jogador do mundo e voltar a dar esperanças a um país que não comemora um título mundial há mais de 20 anos. Em Zurique, a Fifa se prepara para dar e a Lionel Messi o prêmio mais prestigiado entre os atletas: o de jogador do ano.

Nos tempos áureos de Maradona, o prêmio não existia. Quando foi criado, no início da década de 1990, o ídolo máximo dos argentinos já não repetia seus momentos mais gloriosos. Messi, criado pelo Barcelona, bateu em 2009, aos 22 anos, todos os recordes em termos de títulos. Simplesmente venceu tudo o que disputou. Com o Barça, levantou a taça em seis competições diferentes. O último título comemorou no sábado, ao levar o clube a seu primeiro Mundial de Clubes. Fez o gol decisivo de peito. Ou, como disse seu pai, Jorge Messi, "fez com o coração".

A "Pulga", apelido dado por sua estatura, é tímido. Não é conhecido por estilo de vida agitado, como os astros Cristiano Ronaldo e Ronaldinho Gaúcho. Ainda na Argentina, foi recusado pelo River Plate por problemas hormonais, que impediam seu crescimento. Mas, com a decisão de sua família de viver na Espanha, foi aceito aos 13 anos na escolinha do Barcelona. Na equipe principal, estreou há apenas 5 anos.

Sua trajetória foi meteórica. Em 2008 e 2009, foi fundamental para a conquista do Campeonato Espanhol, a Copa do Rei, as Supercopas da Espanha e da Europa e a Liga dos Campeões, em que também marcou na final, além do Mundial de Clubes. Em 2008, ainda foi campeão olímpico em Pequim pela Argentina.

Seu salário saltou de 8,5 milhões de euros (cerca de R$ 21 milhões) por ano em 2008 para 12 milhões (aproximadamente R$ 30 milhões) em 2009, o mais alto do clube. Apenas Cristiano Ronaldo, no Real Madrid, tem salário maior. Mas Messi tem 100% da sua renda obtida com direitos de imagem, contra 50% do português. Além disso, a arrecadação com os seis títulos da temporada encheram ainda mais os cofres do argentino, que, há dez anos, não tinha como pagar 900 euros (cerca de R$ 2.300) pelo tratamento hormonal.

Neste ano, já levou a Bola de Ouro, como o melhor do Mundial de Clubes, e poucos duvidam que será o vencedor nesta segunda-feira. Sua galeria de títulos pessoais, portanto, já supera a de Maradona. Fica faltando apenas a Copa do Mundo. Messi nasceu em Rosário, em 1987, um ano após a última conquista argentina de um Mundial.