Esportes

Prefeitura de Porto Alegre rescinde contrato com Instituto Ronaldinho Gaúcho

Família Moreira desejava um aumento do repasse mensal de R$ 1,4 milhão para R$ 3,7 milhões

A rescisão do convênio entre a Prefeitura de Porto Alegre e o Instituto Ronaldinho Gaúcho será publicada nos próximos dias no Diário Oficial do Município. O pedido foi encaminhado no dia 5 de janeiro pela Secretaria de Educação (Smed) à Procuradoria-Geral do Município (PGM), que deverá emitir um parecer até o início da próxima semana. O motivo é a proposta feita pela família do jogador em dezembro, que eleva de R$ 1,4 milhão para R$ 3,7 milhões o repasse mensal à instituição, o que significaria um acréscimo de 164%.

Cleci disse que tentou entrar em contato com a direção do Instituto para negociar, mas não recebeu respostas. O vereador petista Adeli Sell, vice-presidente da Comissão de Defesa do Consumidor, Direitos Humanos e Segurança Urbana (Cedecondh) da Câmara de Vereadores de Porto Alegre, elogiou a decisão da secretária de rescindir o contrato. De acordo com ele, a família Assis promoveu "um carnaval" ao criar o Instituto quando, na verdade, só forneceu um local que é mantido pela Prefeitura.

Apesar do elogio, Sell e o vereador DJ Cassiá (PTB) pretendem solicitar um estudo sobre os repasses feitos pela Prefeitura para a instituição. A secretária Cleci Jurach deixa claro que as contas da prefeitura estão abertas para quem quiser ver. Também disse que a prestação de serviços foi realizada.

Com a não renovação do contrato, a possibilidade é de que o Instituto feche as portas. A secretária da Educação prevê que família Assis tenha outras metas para aproveitar o espaço. O vereador Adeli Sell vai mais longe nas críticas. Segundo ele, se a instituição fechar as portas vai ser mais uma demonstração do espirito "pouco cidadão" e da "visão mercenária" da família Assis.

O Tribunal de Contas do Estado informou que o Instituto recebeu um total de R$ 5,3 milhões da Prefeitura de Porto Alegre desde 2006. Segundo Adeli Sell, em 2007 o governo federal ainda aplicou na entidade R$ 2 milhões em verbas do Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania (Pronasci). Assim como a secretária, a reportagem tentou entrar em contato com a direção da organização, mas não obteve resposta.


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