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Preparação do Brasil para a Copa será marcada pela privacidade

Acesso de jornalistas e fãs aos atletas foi cortado pela comissão técnica

Acesso de jornalistas e fãs aos atletas foi cortado pela comissão técnica
Acesso de jornalistas e fãs aos atletas foi cortado pela comissão técnica Foto : Milton Sardi / Especial / CP
O primeiro dia da Seleção Brasileira em Curitiba já mostrou aos jornalistas que a cobertura dos treinos não será nada fácil. Dunga mostrou que vai mesmo cumprir sua promessa de reter jogadores e não facilitar o acesso à informação. Até então, a equipe nacional nunca havia sido tão isolada como agora.

Veja imagens exclusivas obtidas pelo Correio do Povo clicando na foto ao lado.

Dunga não deu sequer uma entrevista. Muitos menos os atletas. A missão ficou com o preparador físico Paulo Paixão e o médico José Luiz Runco. Já os jogadores passaram o dia fazendo exames médicos e musculação. A única vez em que foram vistos foi na chegada do ônibus da seleção ao Centro de Treinamento do Atlético-PR que, aliás, é imenso.

Rodrigo Paiva, chefe da assessoria de imprensa da CBF, confirmou o novo modelo: “Acabou aquela história de zona mista, de jogador entrando em programa de televisão ao vivo. Todos só vão falar em entrevistas coletivas”.

Com seguranças por todos os lados, é praticamente impossível qualquer tipo de aproximação aos jogadores. A ideia é blindar a Seleção para não ocorrer o mesmo que em 2006, quando o grupo fez sua preparação para a Copa em Weggis, na Suíça. Além dos torcedores, um grande número de jornalistas acabou prejudicando a concentração do grupo. Sem falar das baladas, após as partidas, quando muitos atletas só retornavam ao hotel de madrugada.

Ainda assim, vários torcedores paranaenses passaram o dia debaixo da chuva fina, em frente ao CT, tentando captar alguma imagem. Ver o ídolo. Conseguir um autógrafo. Tudo em vão.