O presidente da Federação Internacional de Tênis de Mesa (ITTF), Steve Dainton, criticou o brasileiro Hugo Calderano após o mesa-tenista ter sido impedido de entrar nos Estados Unidos por um problema no visto e ter ficado de fora de uma competição. O CEO retirou a responsabilidade da entidade sobre o caso e afirmou que “ser profissional exige mais que performance”. A declaração foi dada em uma entrevista à organização do WTT Grand Smash de Las Vegas, torneio que Calderano não pôde participar.
De acordo com a assessoria do atleta, ele tentou contato com a Associação de Tênis de Mesa dos Estados Unidos (USATT) e o Comitê Olímpico e Paralímpico dos Estados Unidos (USOPC) para obter um visto emergencial, mas não obteve resposta a tempo para a competição. Em resposta à situação, Steve Dainton expressou sua decepção pela ausência de Calderano na disputa, além de criticar a postura e responsabilidade do brasileiro.
“É uma grande decepção que o Hugo não tenha podido vir. Ele é um jogador incrível, com resultados recentes que mostram que ele é atualmente um dos melhores do mundo. Mas temos incentivado os jogadores a se prepararem com meses de antecedência os vistos, e aqueles que se planejaram adequadamente não tiveram grandes problemas”, destacou Dainton. “Isso é um lembrete de que ser profissional exige mais do que apenas performance na mesa, significa também assumir a responsabilidade por tudo que acontece fora dela”, completou.
Entenda por que o brasileiro não conseguiu ingressar no país
Como tem cidadania portuguesa, Hugo Calderano só precisaria informar a entrada nos EUA através do Sistema Eletrônico para Autorização de Viagem (ESTA, em inglês), já que os países da União Europeia integram o Programa de Isenção de Visto. No entanto, depois de um período maior que o habitual sem respostas, o atleta entrou em contato com a Alfândega e Proteção de Fronteiras (CPB) e então foi informado que não estaria mais elegível para ingressar ao país.
O motivo da restrição aconteceu em razão do brasileiro ter viajado a Cuba, em 2023, para a disputa do Campeonato Pan-Americano e do evento de qualificação para os Jogos Olímpicos de Paris-2024. Segundo a Lei de Melhoria do Programa de Isenção de Visto e Prevenção de Viagens Terroristas de 2015, é exigido visto para qualquer turista que tenha visitado Cuba após 2021, mesmo para cidadãos de países que normalmente não precisam do visto.
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