Assim como tinha sugerido no começo da semana, o presidente da Fifa, Gianni Infantino voltou a defender, em uma entrevista à AFP, "uma Copa do Mundo de 48 países para dar oportunidades a mais equipes". Porém, o dirigente adicionou que gostaria que a organização do evento fosse dividida "entre vários países".
A ideia apresentada recebeu bastante críticas, principalmente da imprensa europeia. O jornal francês L'Equipe, por exemplo, classificou a proposta como ridícula. Porém, federações como a da Escócia se mostraram favoráveis a ampliação.
"Não é um segredo que eu acredito em uma expansão do Mundial. É possível pensar em uma Copa do Mundo com 48 equipes que seria de fato um formato com 32 times, porque observamos que o ideal é com 32 equipes. A ideia seria que as 16 melhores seleções nas eliminatórias entrassem diretamente na fase de grupos e que as outras 16 se classificassem em uma partida eliminatória que seria disputa no início da competição. Seriam 16 partidas que determinariam as outras 16 equipes na fase de grupos", disse Gianni Infantino.
Infantino ainda argumentou que uma Copa do Mundo com 48 seleções não teria impacto algum sobre o calendário. "Estas partidas seriam disputadas antes do Mundial, ao invés dos jogos amistosos. Do ponto de vista da promoção do futebol são 16 finais que seriam disputadas antes do início real da fase de grupos. Isto daria mais oportunidades a mais seleções", explicou.
O presidente da Fifa afirmou que a proposta será debatida no próximo congresso da entidade, agendado para os dias 13 e 14 de outubro. "É um projeto, uma ideia, como a Copa do Mundo de 40 (equipes), que ainda está sobre a mesa, com grupos de quatro ou cinco equipes. São ideias sobre as quais falaremos e sobre as quais tomaremos uma decisão no próximo ano. Precisamos ver o impacto para o futebol a nível mundial. Os países que sempre se classificam não terão nenhum problema, os que se classificam uma a cada duas tentativas ou os que estão no limite terão a possibilidade de obter a vaga no torneio", observou.
Para Infantino, o aumento no número de equipes na Copa do Mundo não significa uma queda na qualidade dos jogos, como foi avaliado na Eurocopa. "Acho que representaria uma melhora no nível esportivo, com partidas de classificação nas quais passariam os melhores e teríamos de novo o formato esportivo ideal (32 seleções). Se fala muito da queda do nível técnico, mas na minha opinião o nível da Eurocopa não foi pior, pelo contrário. Vimos equipes que não imaginávamos que eram tão fortes, o nível foi muito alto. Não podemos esquecer que na Copa do Mundo do Brasil (2014), a Costa Rica eliminou a Itália, o nível do futebol é muito elevado", enfatizou.
Presidente da Fifa defende Copa com 48 seleções organizada em vários países
Gianni Infantino disse que aumento no número de equipes não causará impacto no calendário