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Presidente do Barcelona indiciado por crime fiscal no caso Neymar

Time estaria indignado com pedido de julgamento

Josep Maria Bartomeu estaria envolvido em crime fiscal na contratação do brasileiro Neymar
Josep Maria Bartomeu estaria envolvido em crime fiscal na contratação do brasileiro Neymar Foto : Lluis Gene / AFP / CP
Um juiz espanhol decretou nesta terça-feira o indiciamento do presidente do Futebol Clube Barcelona, Josep Maria Bartomeu, por um suposto crime fiscal na contratação do brasileiro Neymar, que já provocou o indiciamento de seu antecessor e do próprio clube.

Segundo o auto do juiz, Bartomeu pode ter cometido uma fraude de 2,845 milhões de euros no exercício do ano 2014 por não pagar à Fazenda Pública os impostos correspondentes a um pagamento de cinco milhões ao craque brasileiro relacionado a sua contratação em 2013.

Barcelona indignado com pedido de julgamento

O FC Barcelona afirmou nesta terça-feira que está surpreso e indignado com o pedido do promotor de enviar a julgamento o clube e o ex-presidente Sandro Rosell por supostas irregularidades tributárias cometidas na contratação do brasileiro Neymar.

"O Barcelona quer expressar sua surpresa, indignação e total desacordo com o pedido do promotor de julgar o clube e aquele que foi presidente, Sandro Rosell", afirma um comunicado, no qual a instituição volta a alegar inocência. "O FC Barcelona espera que o juiz de instrução do caso não aceite os pedidos da promotoria, já que todas as atuações no processo de contratação do jogador foram realizadas sem o interesse de ferir a lei", completa.

Na segunda-feira, o promotor José Perals Calleja enviou uma petição ao juiz do caso, Pablo Ruz, na qual pede o julgamento de Rosell por um crime societário e dois contra a Fazenda Pública, assim como do clube, como pessoa jurídica, pelos dois crimes fiscais.

Segundo o texto do promotor, o custo da contratação do brasileiro, anunciado inicialmente por 57 milhões de euros, "é calculado em 82.743.485 euros" divididos em distintos contratos que serviram para a operação, mas foram ocultados com outras denominações.

Por esto motivo, segundo uma fonte da Agência Tributária espanhola, o Barcelona teria deixado de pagar 12,15 milhões de euros em impostos, o que elevaria o custo total do jogador a 94,8 milhões de euros. Segundo a promotoria, Rosell "decidiu fragmentar o pagamento em diversas parcelas" para que o Barcelona "não fosse tributado pela Fazenda Pública pelas remunerações" derivadas dos contratos.