O mandatário repetiu várias vezes que tudo se leva crer que se trata de uma fatalidade. Delegado antes de assumir funções no departamento de futebol do Timão, ele usou de sua experiência na área para analisar o ocorrido e pediu calma na hora de julgar prematuramente alguma pessoa. Doze corintianos estão detidos no país vizinho.
Gobbi também se disse bastante confiante nas investigações da polícia local. A maior crítica, por sua vez, foi por conta da segurança do estádio Jesus Bermudez ter deixado quase toda torcida entrar com os fogos de artifício. Segundo pessoas que estavam em Oruro e entraram em contato com o presidente, haviam objetos explosivos em todo local e em ambas torcidas.
"Presume-se que foi uma fatalidade. Alguém foi identificado que usou os fogos de artificio para dolosamente (intenção de matar) atingir o outro? Você tem essa prova de que fulano de tal usou fogos para atingir outra pessoa ou é uma fatalidade. O que tenho visto pelas redes sociais, internet, jornais, me parece ter tido um acidente involuntário quando o torcedor foi soltar os fogos", afirmou. "Eu não posso crer que alguém vá a um jogo para matar o outro. Se eu acreditar 1% nisso, eu tenho de sair do futebol. Segundo que não tinha clima hostil lá. Todos vendo o jogo com tranqulidade. Não houve atrito entre as torcida, não houve um mal estar. Se tivesse, aí seria consequência que gerou o disparo de alguma coisa. Não teve nada disso. Cada um estava no seu lugar", disse.
Questionado sobre o fato de alguns torcedores envolvidos serem de torcidas organizadas, o dirigente negou qualquer tipo de ajuda na hora deles viajarem ou facilidades para adquirir ingressos. Segundo explicado, a relação entre as facções e o clube são normais e de muito respeito.
"O Corinthians tem uma relação com a torcida igual todos os outros clubes tem. De respeito, diálogo. Vocês frequentam o Pacaembu, o Morumbi? Onde ficam as organizadas? Não tem um lugar certo? Os orgãos que fazem o futebol no país assim acharam por bem fazer, em comum acordo com a segurança pública. Não é o Corinthians. Aqueles ingressos, são reservados para as organizadas e elas compram daquele lote. Mais nada. Se quiserem abrir para sentar onde quiserem, pode fazer. Fiquem à vontade. Quem quer ver o jogo do Corinthians, tem de comprar ingresso", explicou, e logo esbravejou: "O Corinthians não financia nada! Viagem, ingresso... Nada! Acabei de falar", completou.
Sobre dar auxílio aos 12 torcedores que seguem dando depoimentos para a polícia da Bolívia, Gobbi disse que este papel ficará nas mãos da embaixada brasileira, que já está à caminho do local. O presidente também negou que a Conmebol tenha entrado em contato com o clube até o exato momento.
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