Esportes

Presidente do Grêmio tentará reverter decisão da BM

Fábio Koff e Giovanni Luigi lamentaram torcida única no Gre-Nal de domingo

A decisão da Brigada Militar (BM) de limitar a entrada de apenas uma torcida no Gre-Nal de domingo, na Arena do Grêmio, foi recebida com tristeza e resignação pelos presidentes de Grêmio e Inter. Fábio Koff prometeu buscar o diálogo com a corporação para tentar reverter proposta. "Tentaremos dialogar com a BM, mas se esta decisão permanecer, teremos apenas que respeitar. O clube não tem o que fazer", disse em entrevista coletiva no estádio Olímpico nesta terça-feira.

Koff minimizou a hipótese de contratar segurança particular para clássicos e exaltou o trabalho da BM. "A BM está lá para cumprir a função dela. Houve um episódio isolado nesse domingo e isso não pode ser tomado como regra. A Arena já tem segurança interna. É preciso estabelecer uma consciência interna sobre tudo isso", argumentou.

O presidente do Inter, Giovanni Luigi, recebeu com resignação a notícia de que somente os torcedores do Grêmio poderão assistir ao Gre-Nal. "Nós entendemos que deveríamos ter as duas torcidas. Há um prejuízo enorme para o Estado porque isto terá uma repercussão nacional e até internacional. No entanto, temos o maior respeito pela BM e apesar da discordância, entendemos que eles devem ter razões muito fortes para optar por torcida única", disse.

Luigi admitiu que conversou nessa segunda-feira com Koff por telefone para encaminhar a porcentagem de ingressos que seriam cedidos aos torcedores colorados. "Já tínhamos tomado a decisão inclusive para o próximo Gre-Nal. Claro que com este cenário para o clássico de domingo, nós não vamos permitir a entrada de gremistas no jogo que vamos sediar", frisou.

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