"Não sou diplomático nas minhas respostas. Nunca fui e nunca serei. Nós vamos fazer uma negociação com o Lúcio e pretendemos repassá-lo. Ele teve um probleminha com o técnico e a partir daí vamos aproveitar para iniciar este processo na próxima semana. Recebemos uma sondagem e agora vamos ver se isso é factível", explicou nessa terça-feira.
Questionado sobre a possibilidade de pagar a multa para rescindir o contrato do zagueiro caso não consiga achar um clube interessado em comprá-lo, o presidente prefere manter o otimismo: "Aí é avançar muito. Como prejudica o clube, prefiro achar que nós podemos negociá-lo", completou Juvêncio.
Lúcio chegou ao São Paulo como referência e foi apresentado ainda no fim do ano passado. A ideia da diretoria, de tê-lo como líder no elenco, não funcionou. O defensor teve problemas com Ney Franco, durante a Libertadores, e agora com Autuori. Por decisão da comissão técnica, após a demissão do ex-diretor Adalberto Baptista, o zagueiro foi barrado do clássico contra o Corinthians e cortado da excursão ao exterior.
O zagueiro ainda não foi comunicado da decisão da diretoria de negociá-lo. Até terça-feira, ainda acreditava que poderia ser reintegrado ao elenco após a viagem, mas já admitia a hipótese de ter de deixar o Morumbi. Lúcio jogou em alto nível na Europa entre 2001 e 2012, e crê que ainda terá mercado no exterior. Ele não pode jogar em outro clube da Série A pois já fez dez partidas no Brasileirão.