Esportes

Presidente: Pressão da torcida não intimidará Novo Hamburgo

“Tenho jogador que já jogou no Maracanã com mais de 70 mil pessoas. Isso não nos preocupa”

Pressão não nos assusta, diz presidente do Novo Hamburgo
Pressão não nos assusta, diz presidente do Novo Hamburgo Foto : Jornal NH / CP
A 48 horas da final da Taça Fernando Carvalho, o presidente do Novo Hamburgo, Carlos Duarte, se mostra tranquilo. Na entrevista exclusiva que concedeu ao Correio do Povo na tarde desta sexta-feira, ele afirmou que não está preocupado com a pressão que virá das arquibancadas do Olímpico a partir das 17h de domingo, quando a bola começar a rolar.

Duarte também revelou alguns dos planos do clube do Vale dos Sinos, cujo objetivo principal é estar na Série C em 2011, ano do centenário da instituição. Para isso, o primeiro passo é passar pelo Grêmio na decisão, pois, vencendo, o time garante presença na Série D do Brasileirão no segundo semestre. Confira a íntegra da entrevista abaixo e clique no link para ouvir a conversa.


O que representa o título da Taça Fernando Carvalho para o Novo Hamburgo?

Por enquanto não representa nada porque nós ainda não somos campões. O título vai representar muito se ele se concretizar essa façanha lá no Olímpico domingo. Mas ainda precisamos chegar lá e ter esse jogo muito difícil com muito respeito ao Grêmio.

Como fará para repetir façanha de ter vencido o Inter?


É, depois do jogo do Inter nos tornamos um pouco mais conhecidos na região, no Vale do Sinos, e também na Capital e em todo o Rio Grande do Sul pela campanha que o Novo Hamburgo tem feito. Pelos jogadores conhecidos, jogadores de nome já, são muito experientes em times grandes e isso nos dá esse crédito para essa final, que para o Novo Hamburgo seria de grande valia estar na final e sendo campeão. Agora evidentemente que primeiro temos que ter essa façanha e ganhar esse jogo no Olímpico

O time não fez uma grande campanha na fase classificatória, apesar do grande investimento, o que mudou a partir das quartas de final?

Na verdade o que mudou é muito pouco, o que acertou dentro das pretensões do Novo Hamburgo dentro do seu investimento. Precisava encaixar algumas coisas dentro de campo e isso aconteceu agora, porque grupo bom a gente tinha e tem. O importante que faltava era aquele encaixe, os jogadores se conhecerem um pouco mais. E isso acontecendo evidentemente, o futebol, a técnica, a categoria eles têm.

O Olímpico deve ter um grande público. O time está preparado para a pressão que vem da arquibancada?

Sem dúvida, nós temos jogadores rodados. Jogador que já jogou com 70 mil torcedores no Maracanã, então isso não está nos preocupando nem um pouco.

Quais são os objetivos do Novo Hamburgo para esta temporada?

Nós temos um projeto que é buscar a série B e consequentemente para a série C, lá pelo centenário que é em 2011. A expectativa é muito grande, a gente teve esse êxito aí pela confiança que o grupo está e por tudo que está se vendo aí do grupo, que está muito unido. Tenho confiança nesses objetivos que serão alcançados.

O Novo Hamburgo está renascendo das cinzas. Ano passado, teve até que pedir tijolos para a torcida. Como o senhor avalia essa fase?

Tudo é momento. Acho que esse momento que eu estou na administração do Novo Hamburgo, de outubro para cá, a gente, graças a Deus, conseguiu boas parcerias bons patrocinadores. E o maior título para o Novo Hamburgo é a crença que os torcedores e os seus patrocinadores. Esses paradigmas tem que ser quebrados.

Conte um pouco da história do Novo Hamburgo?

É um clube centenário e como clube de Interior teve todas as suas dificuldades em todas as suas administrações. Então, todos os presidentes que passam por aqui para fazer a história tiveram grandes dificuldades para tocar o clube. E hoje com um projeto um pouco mais arrojado, mais audacioso que o Novo Hamburgo começa a aparecer um pouquinho no dicionário, e o que a gente quer é justamente isso, que o Novo Hamburgo represente bem, um dia, o Rio Grande do Sul em uma competição nacional. É para isso que a gente está se preparando.

Qual a avaliação financeira que o senhor faz entre o Grêmio e o Novo Hamburgo?

Por aí nós vamos ter grandes dificuldades. O Grêmio é um clube empresa, de multidões de torcedores e de patrocinadores em nível mundial. Então o Grêmio já passou pelo processo, há muitos anos, de time médio e grande. Hoje o Grêmio é um time muito grande. É um clube muito grande, com uma historia muito bonita e com um faturamento muito grande, então as diferenças são enormes, mas estamos num trilho. Quem sabe um dia a gente chega próximo do que o Grêmio é hoje.

Qual é a arrecadação no Novo Hamburgo, por exemplo?

São números modestos ainda, que nós não vamos revelar agora que, pelo investimento bom que a gente fez, a grandeza do patrocinador também vem, o patrocinador maior, o patrocinador que certamente está apostando muito neste trabalho e quero crer que ano que vem estaremos com um patrocínio maior e que consigamos fazer um grupo com maior número de jogadores, com mais qualidade também. Conseguimos incrementar o grupo, conseguimos terminar algumas obras que estamos iniciamos, então no centenário estaremos recheados de boas notícias.

Qual é o investimento?

O investimento que a gente está fazendo aqui é terminar o campo suplementar, o galpão de concentração, melhorar o restaurante do clube. É uma séria de melhorias internas que a gente está proporcionando aos jogadores para uma melhor estada aqui no clube.

O senhor pode revelar o valor total?

Isso é muito relativo. Hoje se faz uma coisa, amanhã, outra. Os investimentos estão bem modestos, mas o que a gente está fazendo, dá para perceber ao longo do ano. A gente vai fazer um bom trabalho ainda.