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Projeto de torcida mista no Gre-Nal recebe aceno positivo da BM

Autor da proposta, Inter terá reunião com dirigentes do Grêmio na quarta

Sócios do Inter poderão convidar um gremista para setor exclusivo
Sócios do Inter poderão convidar um gremista para setor exclusivo Foto : Ricardo Giusti/CP Memória
O Inter teve um aceno positivo da Brigada Militar sobre o projeto de criar um setor de "torcida mista" nos gre-nais. A proposta, já para o jogo de 1º de março no Beira-Rio, será discutida em reunião com o Grêmio nesta quarta-feira. A ideia geral é que um sócio colorado poderá convidar um gremista, amigo, familiar ou colega, para assistir junto à partida.

De acordo com o vice-presidente do Inter, Alexandre Limeira, o grande ponto da proposta é a de não ser "recíproca". "Muitas vezes as ideias não andam por esse princípio. É muito mais que uma questão de lado, é um projeto educacional. Gostaria que a imprensa não levasse para essa questão, para não trancar essa proposta", salientou.

A inspiração teria vindo do amistoso beneficente organizado por D'Alessandro, no Beira-Rio, no fim do ano passado. "Vimos no páteo gremistas e colorados, famílias convivendo no acesso do estádio", lembrou Limeira. "Não podemos aceitar que essas pessoas fiquem fora de um clássico", salientou.

Ele comentou que já foram iniciadas conversas que avançarão com a própria BM, promotoria do torcedor, EPTC, Grêmio e Federação Gaúcha de Futebol. O dirigente também enfatizou que o espaço destinado à torcida exclusiva do Grêmio e do Inter será mantido. "Os gremistas terão a mesma localização do ano passado. Vamos incluir um novo espaço de convivência para entre 1,6 mil e 2 mil pessoas", explicou. Eventualmente, com o apoio da prefeitura, a intenção seria repetir o "Caminho do Gol", sucesso de integração na Copa do Mundo.

Grêmio vê gesto como “positivo”

O assessor da presidência do Grêmio, Luiz Moreira, viu como positivo o gesto colorado. "Não temos que aprovar, o mando de campo é deles e a atitude é louvável. Temos apenas que passar a orientação correta ao nosso torcedor", comentou.

Sobre o gesto ser repetido na Arena, ele relatou que seria necessário negociar com a OAS. "Não saberia dizer se é possível, mas vontade existe. O Grêmio depende muito da sua parceira", definiu.