Uma das jovens promessas do skate gaúcho, Maria Lúcia sentiu na pele o peso das enchentes de maio. A jovem de apenas 15 anos garantiu a classificação para o Mundial de skate street no ano passado e, apesar da alegria da vaga, Maria precisou lutar para conseguir viajar a Roma após ter a casa atingida pelas chuvas em Canoas. Foi necessário uma rifa para que a jovem conseguisse disputar seu primeiro Mundial.
"Eu tive que ir sozinha, só eu e meu empresário, porque não conseguimos dinheiro para os meus pais poderem ir junto comigo. Principalmente meu pai que é meu treinador, então foi meio estranho estar lá sozinha e não ter um familiar, uma pessoa comigo ao meu lado, mas faz parte", conta Maria.
Apesar das dificuldades, ela afirma que no Mundial viu atletas mais experientes e pôde perceber no que podia melhorar sua prática em cima das rodas.
"Eu percebi principalmente que eu preciso treinar mais, porque o nível é alto. Por conta da enchente, eu não estava com todas as manobras no pé, foi meio difícil, mas eu consegui andar e acertar. Eu queria ter ido muito melhor, queria ter acertado tudo, mas faz parte, agora estou treinando mais para chegar lá e arrebentar", afirma a gaúcha.
De volta em casa, Maria conta que ter a família do lado na hora de competir será o principal incentivo para esta etapa do STU. "Me sinto muito mais segura andando com a minha família junto. Minha mãe gritando da arquibancada e meu pai do meu lado faz toda a diferença na competição", completa.