Seabra esclareceu que a segurança é um direito do torcedor, com itens claros no Estatuto sobre o tema. Ainda assim, o promotor não manifesta contrariedade à discussão proposta pela própria corporação, para que haja apenas policiamento externo.
Inicialmente, o comando da Brigada Militar defendia segurança particular, contratada pelos clubes, no interior dos estádios. Porém, o debate avançou e o secretário da Segurança, Airton Michels, já sinaliza para uma política de compartilhamento com os times de futebol. A ideia é conquistar contrapartidas junto às agremiações, como oferta de equipamentos para qualificar o policiamento durante os jogos. Somente no ano passado, os gastos públicos com esse tipo de policiamento foram de R$ 8 milhões, de acordo com dados da Secretaria da Segurança Pública.
Em reunião na semana passada, direções de Inter e Grêmio afirmaram que não estão dispostas a pagar para ter PMs nos estádios.