A secretaria avaliou que a ação policial foi correta para conter o ato, mas manifestantes relatam que houve violência. O prosteto era contra o uso de dinheiro público na realização do evento esportivo. O ato começou de manhã na rodoviária de Brasília. Depois, os manifestantes seguiram para o estádio Nacional Mané Garrincha, que sediou a partida de abertura, onde ficaram concentrados. Por volta das 14h15min, houve tumulto e a polícia usou bombas de gás lacrimogêneo, de efeito moral, spray de pimenta e balas de borracha para dispersar o protesto.
Segundo o secretário de Segurança Pública, Sandro Avelar, a ação foi necessária porque os manifestantes ameaçaram invadir o estádio e era preciso garantir a ordem no local. "Não houve falha. Foi um trabalho maravilhoso que garantiu a realização do evento", disse em entrevista à imprensa, após a partida. Perguntado se houve excesso por parte da polícia, Avelar respondeu que "a polícia agiu com devido rigor". "É um movimento interessado em prejudicar a imagem de Brasília e do país. A polícia tem uma situação de evitar que manifestantes impedissem a realização do evento".
Uma das manifestantes, que se identificou como Isadora, mostrou ferimento de bala de borracha na cabeça e disse que o movimento era pacífico. Muitos deles carregavam flores na mãos para sinalizar o cárater pacífico do ato. "Eu estava acompanhando a manifestação, quando, de repente, a polícia começou a atirar. Fui atingida na cabeça e quase desmaiei", disse.
A ação da polícia acabou por atingir quem não estava participando do ato, como torcedores e voluntários da Copa. Um torcedor contou que foi atingido com um tiro na barriga, quando estava indo para o estádio para assistir ao jogo entre as seleções do Brasil e Japão. "Este é o Brasil. Vim para assistir ao evento e o que recebi foi bala".
Após o tumulto, o ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho, foi tentar dialogar com os manifestantes, mas sem sucesso. Eles disseram ao ministro que a ação policial foi truculenta e mostraram cartuchos das balas de borracha e das bombas de gás.
De acordo com a polícia, 800 pessoas participaram do protesto em frente ao estádio. Já participantes do ato estimaram 2 mil pessoas.