O Brasília foi punido pela escalação irregular de quatro jogadores na final da Copa Verde. Os contratos dos atletas se encerrariam antes da final, o clube efetuou na Federação Brasiliense o procedimento para prorrogação, mas a operaçãonão apareceu no BID da CBF a tempo - por sinal, isso só ocorreu cerca de dois meses depois. O Brasília alega que os jogadores tinham sim condição de jogo: “Eles nunca saíram do BID”, diz Alcoforado.
Além disso, segundo o regulamento da competição nem era preciso aparecer porque "todas as referências ao BID expressas devem considerar o BID-e e/ou o DURT-e (Documento Único de Registro e Transferência) conforme trata o Capítulo IV do Regulamento Geral das Competições". E o Brasília assegura que os jogadores estavam com a documentação em dia.
“Apresentamos a prova material de que fizemos a prorrogação do contrato. Não é prova virtual. É material. Foi uma violência que fizeram, que contraria todos os fatos, provas e o regulamento. Espero que isso seja revisto. Não esperava o resultado. No começo, pensei que era só uma provocação do Paysandu”, completou Alcoforado, referindo-se ao julgamento no Pleno, que será marcado após o recurso do Brasília.
O advogado do Paysando, Itamar Côrtes, explicou como se deu a defesa e o entendimento da Primeira Comissão Disciplinar do STJD. “O Brasília alegou que houve publicação tardia por parte da CBF. Mas o que ele tinha que fazer é brigar com a CBF para publicar e não colocar os jogadores em campo. Ainda que tenha havido erro da CBF, que vai ser apurado pela procuradoria, como pediu o relator do caso, o entendimento é que o Brasília tinha a responsabilidade”, afirmou.