Ele não tem um nome de peso, conquistou poucos troféus e nunca precisou lidar com um vestiário repleto de estrelas: as imprensas alemã e francesa, de maneira unânime, citam o nome de Thomas Tuchel como provável sucessor de Unai Emery no comando do Paris Saint-Germain. De acordo com o jornal alemão SportBuzzer, o treinador já teria até assinado um contrato de dois anos com o PSG.
Na França, para o diário esportivo L'Équipe, diz que é prematuro afirmar que o negócio já foi concluído, mas "uma oficialização é questão de tempo", o que deveria acontecer no fim da temporada. A chegada em Paris do ex-técnico do Mainz e do Borussia Dortmund "se aproxima a cada dia", afirma por sua vez o jornal Le Parisien. Tuchel se tornaria o primeiro técnico alemão no clube da capital francesa.
Tuchel, ex-jogador de nível modesto (com apenas uma dezena de jogos disputados na segunda divisão alemã no início dos anos 1990), teria sido recomendado pelo cônsul do Catar na Alemanha ao clã do emir Tamim al-Thani, segundo o L'Équipe.
Sem clube desde maio de 2017, quando foi demitido do Borussia Dortmund, clube em que teve relacionamento conturbado com a diretoria, Tuchel foi recentemente procurado pelo Bayern de Munique para suceder o atual técnico Jupp Heynckes. Ele, porém, não deu sequência às negociações por "já estar assinado com outro clube", segundo palavras do chefão do Bayern, Karl-Heinz Rummenigge, em final de março.
Tuchel atrai o mercado apesar das poucas conquistas dentro de campo (um vice-campeonato alemão em 2016 e uma Copa da Alemanha em 2017 com o Borussia Dortmund). Este carinho do mercado deve-se principalmente à sua capacidade tática, pela qual foi chamado de "monstro" por Niko Kovac, atual técnico do Eintracht Frankfurt, e sua habilidade em desenvolver jovens jogadores. Quando estava no Dortmundo, o time apresentava um futebol considerado ofensivo e vistoso. Para ganhar a Copa da Alemanha, Tuchel precisou passar nas semifinais pelo gigante Bayern de Munique, vencendo por 3 a 2 em partida emocionante e aberta.
Perfil à la Guardiola
"Podemos dizer que o estilo de jogo parece com o de Guardiola. De todo caso, é o mesmo espírito. Tuchel gosta de manter a bola, com um jogo ofensivo aconteça o que acontecer. Ele poderia ser muito bom para o PSG", analisou o atacante do Arsenal Pierre-Emerick Aubameyang, artilheiro do Campeonato Alemão no Borussia Dortmund sob o comando de Tuchel. Mas Guardiola conquistou a Liga dos Campeões com o Barcelona e deu resultado no Bayern de Munique, enquanto Tuchel nunca superou as quartas de final da Liga dos Campeões. Já Emery vinha de três conquistas consecutivas da Liga Europa com o Sevilla antes de assumir o PSG. Mesmo assim, o espanhol não foi capaz de ajudar o clube parisiense a alcançar um novo patamar continental, onde segue marcado pela 'remontada' sofrida diante do Barcelona na temporada passada (derrota por 6-1 após vitória por 4-0 na ida).
O aval de Neymar
Um dos motivos para as dificuldades de Emery na França foi sua inexperiência na gestão de estrelas, principalmente do brasileiro Neymar. E Tuchel? "Veremos se ele consegue gerenciar o vestiário, porque acredito que isso seja o mais difícil nos grandes clubes", palpitou Aubameyang, ao jornal alemão antes de completar: "Ele é um pouco louco, um pouco como eu".
O clã de Neymar pressionava nos bastidores para que Luis Enrique, ex-técnico do brasileiro no Barcelona, assumisse o PSG. Com isso, os holofotes estarão todos apontados para a reação de Neymar caso Tuchel seja confirmado no cargo. Segundo o SportBuzzer, Tuchel já estaria com a mão na massa antes mesmo de ser anunciado no PSG. De fato, o alemão não tem tempo a perder se quiser mostrar que tem condições de buscar resultados continentais melhores do que Laurent Blanc (eliminado nas quartas de final da Liga dos Campeões) ou Emery (eliminado nas oitavas), seus antecessores.
PSG mira técnico alemão para próxima temporada
Thomas Tuchel teria até assinado contrato com o clube francês, de acordo com jornal