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PSG obtém vitória judicial em litígio com Mbappé

Conflito judicial entre Mbappé e PSG nasceu de um acordo alcançado entre ambas as partes em agosto de 2023

Craque francês deixou o PSG em maio de 2024
Craque francês deixou o PSG em maio de 2024 Foto : CHARLY TRIBALLEAU / AFP

Mínima por enquanto, mas ainda assim uma vitória para o Paris Saint-Germain em seu litígio com Kylian Mbappé: a justiça francesa suspendeu o embargo de 55 milhões de euros (aproximadamente R$ 355 milhões na cotação atual) que o jogador está exigindo de seu ex-clube, à espera da resolução do caso.

No dia 12 de maio, os advogados do PSG pediram a anulação do embargo da quantia que o agora jogador do Real Madrid reivindica como pagamento dos últimos três meses de salário de seu contrato, assim um bônus por assinatura de contrato e um bônus de ética por esse período. O conflito entre Mbappé e PSG nasceu de um acordo alcançado entre ambas as partes em agosto de 2023. O jogador foi afastado do elenco principal da equipe parisiense por ter se recusado a renovar com o clube.

Essa renovação teria permitido ao PSG receber dinheiro em uma eventual transferência, o que não aconteceu, já que Mbappé chegou ao Real Madrid sem custos no final da temporada 2023/2024. Em virtude do acordo, o jogador se comprometia a abrir mão de 55 milhões de euros em vários bônus se ficasse livre no mercado ao final daquela temporada. Porém, a validade desse acordo, que o próprio Mbappé havia mencionado publicamente à imprensa em janeiro, é negada por seus advogados.

Em setembro, a comissão jurídica da Liga de Futebol Profissional (LFP) da França exigiu que o PSG pagasse o valor ao jogador, decisão que foi ratificada em outubro pelo comitê de apelação mista da LFP. O clube se recusou a pagar e levou a LFP ao Tribunal Judicial de Paris para que mediasse essas duas primeiras decisões.

Devido a essa petição, a comissão disciplinar da LFP e a comissão superior de apelação da Federação Francesa de Futebol (FFF) se declararam incompetentes para resolver o recurso, primeiro em dezembro e depois em fevereiro. Ainda não há previsão quanto à resolução do caso por parte da justiça.

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