Além da Rússia, Inglaterra, Espanha/Portugal e Bélgica/Holanda tentavam organizar o torneio de 2018. Japão, Coreia do Sul, Austrália e Estados Unidos brigavam pelo direito de organizar a edição de 2022. A votação desta quinta-feira foi decidida pelos 22 membros do Comitê Executivo da Fifa, incluindo o presidente da CBF, Ricardo Teixeira.
Para sediar o evento, a Rússia prometeu construir 13 dos 16 estádios que irão receber as partidas do Mundial em 2018. O país teve o quarto lugar na Copa do Mundo de 1966, ainda como União Soviética, como melhor resultado em uma Copa. O Catar possui ainda menos tradição no futebol e nunca disputou um Mundial. Mas venceu ao apresentar uma candidatura com promessa de construção de estádios suntuosos e com sistema de ar-condicionado para minimizar o calor do país.
Escândalo
Uma polêmica antecedeu o evento realizado nesta quinta-feira: dois membros do Comitê Executivo foram excluídos do processo, suspeitos de venda de votos. O escândalo foi divulgado pelo jornal inglês “Sunday Times”, acusando o francês Reynald Temarii, que representa o Taiti, e o nigeriano Amos Adamu, de terem cobrado propina em troca de votos. Temarii teria pedido 1,6 milhão de euros e Adamu 570 mil euros para votar na candidatura dos Estados Unidos.
Confira o nome dos 22 membros do Comitê Executivo da Fifa com direito a voto:
Joseph Blatter (Suíça)
Issa Hayatou (Camarões)
Jack Warner (Trinidad e Tobago)
Michel Platini (França)
Michel D'Hooghe (Bélgica)
Mohamen Bin Hamman (Qatar)
Chuck Blazer (EUA)
Nicolás Leoz (Paraguai)
Marios Lefkaritis (Chipre)
Franz Beckenbauer (Alemanha)
Hany Abo Rida (Egito)
Julio Grondona (Argentina)
Chung Mong Joon (Coreia do Sul)
Ángel María Villar (Espanha)
Geoff Thompson (Inglaterra)
Ricardo Teixeira (Brasil)
Senes Erzik (Turquia)
Worawi Makudi (Tailândia)
Junji Ogura (Japão)
Jacques Anouma (Costa do Marfim)
Rafael Salguero (Guatemala)
Vitaly Mutko (Rússia)