Apesar da igualdade no placar, quem comemora o resultado é a equipe catalã, que manteve a larga vantagem na liderança sobre o vice-colocado Real Madrid em oito pontos (85 a 77), e praticamente apenas conta os dias para confirmar o título espanhol.
Barça toca a bola na casa do rival
Mantendo seu padrão de jogo, o Barcelona começou a partida mantendo a posse de bola em níveis extraordinários quando se considera o alto nível do rival - chegou a ter a bola em 83% do tempo. Mas foi o Real que levou perigo pela primeira vez, aos 9 minutos, em falta cobrada com efeito por Cristiano Ronaldo. Valdés fez defesa segura.
Aos 18 minutos, Messi teve a primeira boa oportunidade para o Barcelona. Ele recebeu pela direita da área, ajeitou de cabeça e, ao sair na cara de Casillas, tentou o lençol. O goleiro do Real Madrid não caiu e defendeu com tranquilidade pelo alto.
Mais tarde, aos 25, o mesmo Casillas não mostrou a mesma serenidade. Villa chegava à linha de fundo com a bola nos pés, o goleiro saiu para fazer o corte, passou da bola e se chocou com o atacante, que sofreria o pênalti, mas dobrou os joelhos antes da falta. O árbitro Muñíz Fernández entendeu que Villa se jogou, marcou infração para o Real e ainda amarelou o atacante.
Conforme o tempo ia passando, o Real Madrid ia impondo também a sua forma de jogar. Pela esquerda, Di Maria barrava Dani Alves. Pepe tentava travar a chegada de Iniesta e Xavi. Quando chegou perto de marcar, o time da casa parou em Adriano.
Primeiro o brasileiro deu um bote providencial, no meio da área, no momento em que Cristiano Ronaldo chutaria a gol cara a cara com Valdés. Depois, aos 44, Adriano tirou em cima da linha um cabeceio do mesmo português já de dentro da pequena área.
Gols só no segundo tempo. E de pênalti
Após um primeiro tempo muito equilibrado, de grande duelo tático, os times se arriscaram mais na etapa final. E o primeiro a obter sucesso foi o Barcelona. Aos 6, Abiol cometeu um pênalti escandaloso em Villa e levou cartão vermelho. Na cobrança, Messi abriu o placar no Santiago Bernabéu.
Em vantagem numérica, o Barcelona seguiu tentando ampliar o marcador e, aos 16, acertou a trave de Casillas em chute muito bonito de Xavi, que deixou o goleiro sem ação.
O que parecia óbvio - o Barcelona ter ainda mais posse de bola - não aconteceu. Mourinho trocou Di María e Xabi Alonso por Arbeloa e Adebayor e o Real Madrid passou a mandar no jogo. Guardiola não mexeu na estrutura da equipe: Pedro por Afellay, Adriano por Maxwell.
Atrás no marcador, o Real precisou se abrir mais. José Mourinho mandou Adebayor e Özil a campo. Mas as alterações só deram resultado aos 36 minutos, em lance verde e amarelo. Marcelo foi derrubado por Daniel Alves na área. Pênalti, que Cristiano Ronaldo converteu e deixou tudo igual.
Real e Barcelona se encontram novamente já na próxima quarta-feira, quando se encaram pelo título da Copa do Rey.