O Real Madrid tentará fazer valer o peso da camisa diante do surpreendente anfitrião Kashima Antlers, neste domingo, em Yokohama, na final do Mundial de Clubes. No estádio onde a seleção conquistou o quinto título mundial, em 2002, o clube espanhol também irá em busca do penta. Recordista de títulos da Liga dos Campeões, com 11 'Taças Orelhudas', o Real ganhou três Copas Intercontinentais (1960, 1998 e 2002) e um troféu no formato atual, em 2014.
Pela terceira vez na história, a decisão não contará com representante sul-americano. O Atlético Nacional, da Colômbia, atual campeão da Libertadores, foi surpreendido pelo Kashima (3 a 0) na semifinal de quarta-feira.
Sabemos que será complicado, eles jogam em casa. Temos que descansar e estudar o adversário de forma mais detalhada. Vamos chegar no domingo motivados para conquistarmos esse título", avisou o técnico do Real, Zinedine Zidane. "Estamos dando uma grande importância a esse título estamos aqui para levantar o troféu", enfatizou.
Precavido com a zebra que tirou o Atlético Nacional da competição, o Real não entrou em campo de salto alto na sua estreia, na quinta-feira, mas tampouco teve que forçar seu talento contra o América, do México.
A vitória por 2 a 0 veio com dois gols marcados nos acréscimos de cada tempo, pelo francês Karim Benzema e pelo astro português Cristiano Ronaldo, que comemorou em grande estilo a conquista da quarta Bola de Ouro.
Na zaga, o brasileiro naturalizado português Pepe continua fora por sentir dores musculares, mas o capitão Sergio Ramos, eleito melhor jogador do torneio em 2014, voltará ao time titular.
"É o nosso capitão, está bem, treinou normalmente e espero que possa jogar toda a partida sem problemas", afirmou Zidane neste sábado.
No meio de campo, o ex-craque francês deve manter o brasileiro Casemiro, que ajudou Modric e Kroos a jogar mais soltos na semi.
Lá na frente, Lucas Vázquez, que vem suprindo muito bem a ausência de Gareth Bale, lesionado, é presença quase certa, ao lado de CR7 e Benzema.
Além do título mundial, outro desafio será manter a série invicta, a maior da história do clube: os comandados de Zidane não perdem há 36 jogos, desde abril.
Para isso, o Real terá que encarar com cautela o Kashima, que mostrou ao longo torneio que pode causar problemas, com ótimo condicionamento físico e disciplina tática.
Contra o Atlético Nacional, o goleiro Sogahata fez grandes defesas e os anfitriões souberam administrar a vantagem obtida com gol polêmico de pênalti depois do uso da arbitragem com vídeo, antes de selar o resultado com dois contra-ataques letais.
O técnico Masatuda Ishii ficou tão animado com a persepectiva de enfrentar CR7 e companhia que confessou sentir inveja dos seus jogadores. "O problema é que seu eu fosse atleta, não teria a qualidade suficiente para enfrentar o Real, então iria certamente ficar no banco, incentivendo os colegas", brincou.
"Esta final será uma grande experiência para todo o futebol japonês e asiático e todo vão se dar conta de que estamos cada vez mais pertos do nível do futebol europeu ou sul-americano", avisou.
"É um verdadeiro sonho", vibrou o atacante Yuma Suzuki, autor do terceiro gol daquela partida, que imitou a celebração de Cristiano Ronaldo depois de balançar as redes.
"Agora quero repetir esse gesto diante dos próprios olhos de Cristiano", avisou o abusado jogador de 20 anos. "Vamos mostrar ao Real Madrid o quanto o futebol japonês cresceu", completou.
Esse crescimento foi impulsionado por Zico, grande ídolo do Kashima, que foi a primeira grande estrela a jogar no futebol japonês, onde encerrou sua carreira no início da década de 90, e foi homenageado pelo técnico Ishii, que disse ter "ótimas lembranças" dos tempos em que foi seu companheiro de equipe.
Real Madrid busca o pentacampeonato mundial neste domingo
Time do craque Cristiano Ronaldo enfrenta o anfitrião Kashima Antlers na final