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Relembre como estava a Dupla Gre-Nal antes e depois do 11 de setembro de 2001

Há 25 anos, Grêmio e Inter se preparavam para jogos em diferentes competições

Repercussão na Dupla Gre-Nal da tragédia americana
Repercussão na Dupla Gre-Nal da tragédia americana Foto : Reprodução CP

O Correio do Povo era vendido nas bancas de revistas por módicos 60 centavos, as pessoas compravam carros ou animais de estimação através dos anúncios dos classificados do jornal, a Portuguesa tentava repatriar o meia Rodrigo Fabri do Real Madrid, o atacante Viola (do Santos) tinha o carro roubado em plena Avenida Bandeirantes (em São Paulo), e a CBF estava perto de tomar um golpe fatal a partir da criação de um decreto-lei para regulamentar a criação das ligas profissionais de futebol.

Tudo isso acontecia no futebol brasileiro enquanto Grêmio e Inter realizavam tranquilos treinamentos abertos para torcedores e imprensa. Eram pequenos detalhes, até inverossímeis para os tempos atuais, de uma terça-feira aparentemente corriqueira. No entanto, tudo o que era notícia na véspera foi engolido pelo noticiário depois do que aconteceu naquela fatídica manhã de 11 de setembro de 2001.

Passado um quarto de século, saber onde estava e o que estava fazendo naquela data virou pauta de algumas gerações. No que diz respeito à Dupla Gre-Nal, o acontecimento de magnitude global, respingou, de alguma maneira, na rotina de trabalho na aldeia. As duas equipes se preparavam normalmente para os compromissos seguintes, mas o que se viu nos Estados Unidos não passou despercebido ao mundo da bola. Naquela altura da temporada, os colorados se concentravam no Campeonato Brasileiro e os gremistas na extinta Copa Mercosul.

Noticiário da Dupla Gre-Nal no dia da tragédia americana | Foto: Reprodução CP

O Inter era então o 7º colocado no Brasileirão e criou dentro de casa um pequeno incidente. No Beira-Rio, o assunto naquele momento era a cobrança do técnico Carlos Alberto Parreira sobre Leandro Machado. Antes de pegar o Vitória em Salvador, em um jogo amistoso contra o Sindicato dos Atletas, o Rolinho, como era chamado o time alternativo, o atacante mostrou displicência em um pênalti desperdiçado, o que gerou insatisfação do treinador tetracampeão.

O Grêmio era apenas o 14º colocado, mas a preocupação estava no River Plate, treinado por Ramón Diaz, adversário seguinte. No Olímpico, Zinho e Mauro Galvão, dois jogadores do time de Tite, além de Marino e Valdyr Espinosa eram escolhidos para imortalizar os pés na Calçada da Fama.

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No dia 12 de setembro, portanto 24h depois da tragédia em solo americano, houve repercussão nos dois estádios sobre o episódio. Com carreira no exterior, inclusive no Oriente Médio, Parreira definiu o que viu pela TV: "A imagem do século”, disse o treinador colorado se referindo aos aviões perfurando as Torres Gêmeas em Nova Iorque.

No lado Tricolor, o lateral Anderson Lima não perdoou os jornalistas na cobertura do treino: "Poxa, o mundo está acabando e vocês querem saber se eu jogarei na quinta-feira?”, reclamou o jogador que acompanhou tudo ao lado de companheiros como o zagueiro Mauro Galvão, que resumiu o sentimento presente até hoje para quem assistia a tudo ao vivo: "Parecia um filme”.

Capa do Correio do Povo de 12 de setembro de 2001 | Foto: Reprodução CP