"Acho muito difícil não acertar. Quero ficar e o Fluminense quer que eu fique. Pode não acontecer. São duas partes e ambas têm o interesse. Até esta sexta-feira pode estar resolvido. Talvez até o fim de semana do jogo contra o Cruzeiro já possa resolver isso" afirmou Abel Braga à ESPN Brasil. Durante esta semana, Abel fez juras de amor ao Inter e cogitou a hipótese de retornar ao Beira-Rio.
Na última quarta-feira, o técnico do Fluminense reuniu-se com o diretor executivo de futebol de futebol, Rodrigo Caetano, além do vice-presidente de futebol, Sandro Lima. Entre os temas abordados estiveram alguns problemas ocorridos este ano e possíveis contratações pontuais para a próxima temporada. Abelão prefere priorizar a permanência de todos os jogadores que hoje compõem o elenco tricolor.
O Fluminense tem a intenção de contar com seus serviços por mais dois anos. Clube e técnico ainda precisam chegar a um consenso em relação à remuneração. A manutenção de Abel Braga é vista como vital para 2013, já que ele está totalmente integrado à forma de trabalho atual do Fluminense, inclusive no quesito aproveitamento das categorias de base.
Abel Braga disse que precisava consultar familiares e amigos, mas, pelo discurso, deve ficar. "Estou feliz. Eu me sinto feliz. Nos últimos sete anos, passei por três clubes. Três no Qatar, dois anos e meio no Inter e dois no Fluminense. Cumprir o contrato mexe comigo, porque tem a ver com meu caráter, minha conduta, minha forma de ser", afirmou o treinador.
Grupo dividido antes da chegada
Quando o técnico Abel Braga foi apresentado pelo Fluminense, em 8 de junho de 2011, encontrou um grupo dividido em algumas "panelinhas". Uma parte do elenco apoiava o atacante Fred, outra se mostrava contrariada com o polêmico episódio que culminou com a dispensa de Emerson Sheik – desafeto declarado de Fred –, em abril, e preferiam manter um posicionamento neutro em relação aos problemas.
A partir daí, Abelão teve que ter paciência, mostrar jogo de cintura e trabalhar bastante para o grupo se unir. E com o passar do tempo, ganhou a confiança dos jogadores. Por conta dessa união, o time protagonizou uma arrancada no segundo turno do Brasileirão 2011, conquistou o returno e quase beliscou o título nacional.
Nesse processo, o treinador teve que lidar com alguns focos de insatisfação de jogadores que não eram aproveitados e ficavam regularmente no banco de reservas, ou até fora dos relacionados.