"Chegamos a um consenso mediante providências que serão tomadas. Tem que haver a cobrança de danos e vamos construir uma lei para isso. Quero uma relação cordial com os times de futebol", afirmou Michels. "Os dirigentes ponderaram que iria demandar muita discussão. Além disto, mostraram como seria feita a concentração dos torcedores, para evitar incidentes", acrescentou.
Luigi ressaltou que o clássico do segundo turno do Brasileirão terá número de lugares ao Grêmio na mesma proporção: "Dadas as circunstâncias, é um número paliativo se comparado com o estatuto do torcedor, mas é melhor que torcida única. Seja no Estádio do Vale ou no Centenário, o número de ingressos para a torcida do Grêmio será, logicamente, proporcional, de 2,5%".
O comandante geral da BM, o coronel Fábio Duarte, disse que não seria possível proteger 6 mil colorados no clássico. "Não conseguiríamos acomodar 6 mil visitantes, mas 1,5 mil sim", observou. Segundo Michels, os clubes compreenderam que a decisão inicial da BM foi prudente. "Utilizar 300 ou 400 policiais em um dia de jogo são três dias sem esses policiais nas ruas", completou o secretário.
Decisão polêmica
Na terça, a BM anunciou que o clássico seria realizado com apenas uma torcida no fim de semana. Segundo o subcomandante da BM, coronel Silanus de Oliveira Melo, a principal preocupação era com o acesso dos torcedores do Inter ao estádio. "Nós também estamos frustrados, mas vivemos um cenário novo. Muitos torcedores utilizam o metrô para chegar ao estádio e o mesmo seria feito por colorados. Quem me garante que eles, ao fazerem uso deste direito, não sejam molestados pelo caminho? Este é o grande problema", relatou.