Esqueça qualquer programa que inclua fãs de NFL na noite deste domingo: eles já têm compromisso. A partir de 20h30min, o mundo vai conhecer o campeão da 60ª edição do Super Bowl. No Levi's Stadium, em Santa Clara, New England Patriots e Seattle Seahawks têm tudo para protagonizarem uma revanche histórica. A decisão da temporada promete um duelo de estrelas dentro do gramado após uma década.
A final coloca cara a cara os dois finalistas do Super Bowl XLIX, disputado em 2015, no Arizona, quando os Patriots levaram a melhor sobre os Seahawks, por 28 a 24. Uma década depois, o time de Seatle busca um desfecho diferente.
Os dois times confirmaram vaga no Super Bowl no fim de janeiro, após vencerem as finais das conferências. Pela AFC, o New England Patriots conquistou o título ao bater o Denver Broncos por 10 a 7, fora de casa. Antes da decisão, a equipe superou o Los Angeles Chargers, no Wild Card, e o Houston Texans, na semifinal, retornando ao Super Bowl após dois anos de ausência. O fato é que desde a saída de Tom Brady, os Patriots nunca mais haviam chegado à final, jejum que só foi quebrado agora.
Na NFC, o Seattle Seahawks teve caminho mais curto. Dono da melhor campanha da temporada regular, o time avançou direto à semifinal dos playoffs, onde venceu o San Francisco 49ers. Na final da conferência, superou o Los Angeles Rams por 31 a 27 e garantiu presença na decisão.
Latino como quarterback cultural
Mesmo para quem não é exatamente fã de futebol americano, o Super Bowl tem uma atração de peso. Os shows do intervalo da final atraem tanto – às vezes até mais – atenção da mídia quanto a partida em si.
Por lá já passaram estrelas do porte de Michael Jackson, The Rolling Stones, Madonna e Beyoncé. Assim, todo anúncio é cercado de expectativa. Por isso, quando foi revelado que o cantor Bad Bunny seria o responsável pelo show deste ano, a notícia repercutiu de imediato.
O presidente dos Estados Unidos criticou a escolha da liga. Donald Trump, desaprovou a tanto a escolha do porto-riquenho, como a banda norte-americana Green Day, que vai se apresentar antes da partida. Durante entrevista, no final do ano passado, o republicano deixou claro o descontentamento. “Sou contra eles. Acho uma escolha terrível. Tudo o que fazem é semear ódio”, declarou.
No último domingo, quando Bunny entrou para a história do Grammy Awards ao vencer o prêmio de álbum do ano com “DeBÍ tiRAR MáS FOToS”, o cantor aproveitou o espaço para protestar contra a ICE, a polícia de imigração de Trump.
"Não somos selvagens, não somos animais, não somos alienígenas, somos humanos e somos americanos. O ódio se torna mais poderoso com mais ódio."
Jogadores da NFL também opinaram
Uma pesquisa, realizada anualmente pelo The Athletic e de forma anônima com os jogadores da NFL, apontou que o anúncio da participação de Bad Bunny como atração principal da noite gerou indignação em círculos da mídia de direita, após Trump criticar a escolha. Além disso, a reação dos jogadores apontou um certo repúdio à figura do cantor latino.
"Eu nem sei quem é Bad Bunny. Sempre achei que deveria ser um americano. Acho que estão forçando a barra com essa coisa de internacional", disse um jogador.
A final do Super Bowl será transmitida pelo canal da ESPN, Disney+ e do SporTV, com jornada esportiva iniciando às 18h30.
*Com supervisão de Carlos Corrêa