Ricardo Oliveira se destacou pela alegria e também pela elegância ao se apresentar à Seleção Brasileira nesta segunda-feira em Santiago. Vestindo um terno preto, destoou dos companheiros, mas disse ter um motivo especial: estava comemorando um melhor momento de sua carreira, ou seja, a convocação para os jogos contra Chile e Venezuela.
"Depois de oito anos (sem ser chamado), é sempre importante voltar bem vestido. A emoção não muda, não importa a idade, não muda o prazer que significa servir à Seleção e representar uma nação", explicou o artilheiro do Campeonato Brasileiro, com 17 gols.
Aos 35 anos, Ricardo Oliveira não sabe até quando ficará na Celeção nem se chegará à Copa da Rússia. Mas, no momento, isso não importa. Para ele, o mais importante é que o Brasil tenha uma boa arrancada na briga pela vaga. O atacante não considera exagero dizer que está no melhor momento e explica por quê. "Falo em nível de jogo e de experiência. No Santos, sou o jogador que mais atuou este ano, jogo sempre os 90 minutos e não sofri nenhuma lesão", disse.
Ricardo Oliveira voltou a dizer que não tinha muitas esperanças de retornar à Seleção. "Depois que eu saí de um grande mercado, sabia que seria difícil voltar. Foram cinco anos no futebol árabe, aí esquece! Mas no retorno ao Brasil as coisas foram acontecendo gradativamente. Espero corresponder".
Seu companheiro de Santos, o meia Lucas Lima, que vive situação inversa, considera ter vencido a pressão da estreia na seleção brasileira nos amistosos contra Costa Rica e Estados Unidos, realizados no mês de setembro, e se diz pronto a colaborar. "O importante é estar preparado para, se o professor Dunga precisar de mim, corresponder".
Ricardo Oliveira exalta volta à Seleção: "É a mesma emoção"
Jogador de 35 anos não sabe se chegará à Copa da Rússia