Com lágrimas nos olhos, o camisa 10 do Boca garantiu que conversou com os colegas e com o presidente do clube, Daniel Angelici. "Ficarei agradecido para sempre, mas o compromisso que tenho é grande. Eu me sinto vazio e não tenho mais nada para dar ao time", explicou.
Riquelme deixou claro que a saída é uma decisão pessoal. Segundo o Olé, o jogador tentou esclarecer que não existem fatores externos que o fizeram pensar em deixar o Boca.
Em nota, o clube argentino lamentou a saída do "jogador mais importante da história Xeneize", em referência ao termo que designa a torcida local.
"A final perdida no Brasil não dói tanto quando a saída de Riquelme", afirmou o clube. "Porque nos próximos anos virão mais troféus e habilidades, mas jogadores com a qualidade, influência e beleza de Riquelme não serão mais encontrados", exaltou. "Acabaram os passes maravilhosos que mudavam o rumo das partidas, os gols que levaram o Boca a se tornar uma das equipes mais importantes do mundo".
Alçado à posição de maior ídolo do Boca, apesar de Diego Maradona, Riquelme acumulou 126 jogos pelo time e 29 gols que renderam três títulos da Libertadores e seis troféus do Campeonato Argentino. Maior astro do futebol argentino, Maradona teve passagem discreta pelo clube, com 70 jogos e apenas um título, em 1981.