A tenista cazaque Elena Rybakina garantiu o posto de número 1 do mundo com a classificação para a semifinal do US Open, ao derrotar a chinesa Zheng Qinwen nesta quarta-feira. Rybakina, de 27 anos, precisava ficar entre as quatro melhores do Grand Slam nova-iorquino para assumir a liderança do ranking da WTA, nas mãos da bielorrussa Aryna Sabalenka desde outubro de 2024.
A cazaque alcançou o objetivo ao bater Zheng por 2 sets a 1, de virada, com parciais de 3-6, 6-1 e 6-4, em duas horas e 14 minutos na quadra central de Flushing Meadows.
“É uma grande conquista, mas já sabemos como as coisas podem mudar rápido nos rankings de tênis”, disse a sempre contida Rybakina. “Por enquanto, é só um número. Estou na semifinal e meu objetivo e vencer o torneio.”
Sua adversária por uma vaga na final será a americana Coco Gauff, que horas depois derrotou a russa Mirra Andreeva, em confronto entre as duas últimas campeãs de Roland Garros.
Gauff volta à semifinal do US Open
Gauff retorna à semifinal do US Open pela primeira vez desde 2023, ano em que foi campeã, depois de salvar dois match points no segundo set contra Andreeva e fechar o jogo com parciais de 2-6, 7-6 (9/7) e 6-2.
“Simplesmente precisei reiniciar. Comecei sem sentir a bola, cedendo muitos pontos de graça. Honestamente, eu estava pensando no Frances Tiafoe e em como ele conseguiu a virada. Só tentava sair da quadra sem arrependimentos”, contou Gauff, lembrando à virada de dois sets protagonizada por Tiafoe, seu compatriota e grande amigo, nas quartas de final da chave masculina.
- Rybakina elimina Osaka no US Open e se aproxima da liderança do ranking
- Muchova e Noskova fazem final tcheca valendo título inédito em Wimbledon
A segunda semifinal feminina também já está definida, com a também americana Jessica Pegula enfrentando Aryna Sabalenka, que busca seu terceiro título consecutivo em Nova York. A disputa pelo trono de Sabalenka acrescentou ainda mais suspense ao último Grand Slam do ano.
Rybakina, que já esteve perto de alcançá-la no último WTA 1000 de Cincinnati, era a única candidata que dependia de si mesma. Caso tivesse perdido para Zheng, a cazaque teria aberto as portas para a permanência Sabalenka, ou que Pegula ou Gauff assumissem o topo conquistando o título. Mas Rybakina, campeã de Wimbledon em 2022 e do Aberto da Austrália este ano, não desperdiçou a oportunidade.
Aos 27 anos e 89 dias, ela se torna a segunda jogadora mais velha a alcançar pela primeira vez a liderança do ranking da WTA, atrás apenas da alemã Angelique Kerber (28 anos).